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09/10/2019

Atraso na votação da reforma da Previdência deve adiar pacote de medidas de Guedes ao Congresso

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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O ministro Paulo Guedes após conversas no Senado no início deste mês

Para integrantes da equipe econômica, a viagem dos senadores ao Vaticano para a canonização de Irmã Dulce, marcada para domingo (13), vai atrasar a votação da reforma da Previdência mais do que o esperado pelo governo.

 

Com isso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve adiar o que tem sido chamado de pacote de transformação do Estado. O pacote tem sido discutido entre Guedes e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por exemplo, tem o objetivo final de retomar a geração de empregos no país. A cúpula do Congresso cobra medidas, além das reformas, antes do final do mês.

 

Segundo fontes da equipe econômica ouvidas pelo blog, assim que a reforma da Previdência for aprovada, o Ministério da Economia deve apresentar o que tem chamado de projeto de transformação do Estado, que inclui as reformas administrativas e tributária, além do pacto federativo.

 

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"O problema é que ela [reforma da Previdência] está demorando mais do que o necessário. Não é apenas a equipe econômica e o mercado financeiro que aguardam com ansiedade essa aprovação. Muitos investidores e empresários esperam isso para anunciarem investimento", disse um integrante da equipe econômica.

 

Reforma administrativa


Na reforma administrativa, a promessa é a melhoria do serviço ao cidadão. A primeira etapa – que já está em andamento – é a digitalização dos serviços, como a carteira de trabalho digital.

 

O governo também quer unificar carreiras e melhorar a cobrança de resultados dos servidores pagos impostos dos cidadãos.

 

Maia, por exemplo, tem defendido nos bastidores que pelo menos a reforma administrativa seja enviada pelo governo ao Congresso o quanto antes.

 

Reforma tributária


No caso da reforma tributária, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), tenta costurar um acordo para que o texto do Executivo passe por votações na Câmara e no Senado ainda neste ano, mas que seja aprovada apenas no ano que vem, depois de um novo ambiente com a aprovação da reforma da Previdência.

 

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Maia discorda. Ele acha que, se conseguir construir maioria, devem votar a reforma tributária ainda em 2019.

 

O senador Fernando Bezerra Coelho defende a criação de uma comissão mista para discutir o tema. Nesta comissão, pela proposta de Bezerra, seria agrupado o texto do governo às demais propostas em tramitação na Câmara. 

 

G1

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