Hoje, sabemos que o Dogxim não era um cachorro comum e nem deveria existir
Quem diria que um atropelamento, do que parecia ser um cachorro nas estradas, protagonizaria um dos relatos mais intrigantes da zoologia brasileira.
Logo, revelou-se uma descoberta científica sem precedentes: um híbrido entre cão doméstico e raposa-do-campo. Hoje, sabemos que o Dogxim não era um cachorro comum e nem deveria existir.
Após o atropelamento, Dogxim foi levado para um centro de reabilitação. Os testes iniciais alarmaram os veterinários: o animal latia como um cão, mas demonstrava comportamentos típicos de uma raposa-do-campo:
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Recusava ração;
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Contudo, foram meses de exames detalhados. Então, foi constatado que Dogxim era, de fato, o primeiro híbrido documentado entre Canis lupus familiaris (cão doméstico) e Lycalopex gymnocercu (raposa-do-campo).

Essas espécies estão separadas por cerca de 6,7 milhões de anos de evolução, uma diferença considerável no mundo dos mamíferos. Além do comportamento, a análise genética confirmou a surpreendente mistura: o cão possuía 76 cromossomos, número exato entre os 78 do cão e os 74 da raposa. Isso reforça o caráter híbrido da espécie. Entretanto, de acordo com o site Mundo cão e gato:
O nome é a fusão de “dog” (cachorro) e graxaim do campo e a presença dele comprova que barreiras evolutivas, mesmo antigas, podem ser transpostas em ambientes alterados pela ação humana.

Os profissionais envolvidos na pesquisa compartilharam suas impressões:Ademais, esses relatos oferecem um olhar humano e científico ao mesmo tempo, consolidando Dogxim como um lembrete vivo dos limites entre espécies em um planeta cada dia mais modificado.

Fotos: Reprodução
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Portanto, o caso também ressalta a importância da atenção e do resgate adequado de animais atropelados, que muitas vezes são negligenciados nas estradas. Enfim, graças a rápida intervenção e ao trabalho dos especialistas, um evento trágico revelou algo inédito na natureza.