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Augusto Cury defende comissão de juristas para revisar processos do 8 de Janeiro e da trama golpista
Foto: Reprodução

Candidato do Avante é o quarto a participar da sabatina O GLOBO, CBN e Valor; segundo o presidenciável, ele tem mente capitalista, mas coração social

Candidato à Presidência da República pelo Avante, o escritor e psiquiatra Augusto Cury afirmou que, caso seja eleito, pretende criar uma comissão formada por juristas brasileiros e estrangeiros para analisar processos relacionados à trama golpista e aos atos de 8 de janeiro.

 

A declaração foi dada durante a sabatina promovida pelo GLOBO, CBN e Valor. Segundo Cury, o grupo teria a missão de avaliar possíveis irregularidades nos processos, a existência ou não de tentativa de golpe e a proporcionalidade das penas aplicadas.

 

“Vou convidar um grupo de juristas notáveis do Brasil e de fora para ver se teve vício nos processos, se teve ou não tentativa de golpe e se houve penas desproporcionais”, afirmou.

 

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Após ser questionado novamente sobre sua posição pessoal, Cury declarou considerar desproporcionais algumas condenações, citando o caso conhecido como “Débora do Batom”.

 

“Mente capitalista e coração social”

 

Questionado sobre sua posição ideológica, o candidato evitou se definir como de direita ou de esquerda. Cury afirmou ter “mente capitalista”, mas “coração social”.

 

Na área política, ele também defendeu a adoção do parlamentarismo no Brasil. Segundo o presidenciável, o país já funcionaria, na prática, com características desse modelo.

 

“Tem que ter um primeiro-ministro chancelado pelo Congresso, que hoje já tem muito peso”, disse.

 

SEGURANÇA PÚBLICA

 

Para a área de segurança, Cury prometeu integrar as forças policiais e criar uma nova corporação voltada à prevenção, chamada “Foco”.

 

A proposta, segundo ele, seria reunir cerca de 400 mil profissionais, correspondentes a 5% da força de trabalho dos municípios brasileiros.

 

“Pior do que o crime organizado é o Estado desorganizado”, afirmou.

 

O candidato também defendeu o fortalecimento da Polícia Federal e a integração entre as diferentes polícias, com uso de reconhecimento facial, material genético e sistemas compartilhados de informação.

 

Cury declarou apoio à PEC da Segurança, que estava em discussão no Senado, e se posicionou contra a ampliação do acesso da população às armas.

 

Também afirmou ser favorável ao uso de câmeras nas fardas policiais, argumentando que a tecnologia pode ajudar tanto na fiscalização quanto na proteção dos agentes.

 

“Se 2% cometem crime, eles têm que ir à Justiça. Mas 98% dos policiais são honestos e colocam a vida em risco. A câmera funciona até para protegê-los”, declarou.

 

A entrevista de Augusto Cury encerrou a série de sabatinas com candidatos à Presidência realizada pelo GLOBO, CBN e Valor.

 

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A programação reuniu outros nomes que disputam a eleição de 2026, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), também convidados, não confirmaram presença.

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