Em uma simulação feita na Nomad, por exemplo, o dólar comercial da transação sai a R$ 5,6683
Segundo as medidas anunciadas pelo governo na última quinta-feira, o IOF para operações de cartão de crédito, débito e pré-pago no exterior subiu de 3,38% para 3,50%. O IOF para aquisição de moeda em espécie passou de 1,10% para 3,50%.
Nesse sentido, é comum que os consumidores fiquem em dúvida sobre qual é, de fato, a opção mais vantajosa na hora de comprar moeda estrangeira ou enviar dinheiro para fora do país. Entenda abaixo:Em geral, empresas como Nomad, Wise e Avenue oferecem o câmbio comercial como principal atrativo para conquistar clientes, justamente por ser menor que o dólar turismo e da moeda em espécie. Mas é preciso atenção, já que essas instituições aplicam diferentes taxas e encargos.
Daniel Haddad, diretor de investimentos da Avenue, argumenta que a cotação usada pelas fintechs tende a ser mais vantajosa do que a aplicada por cartões pré-pagos tradicionais.
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— Certamente eles usam um valor de câmbio maior do que o que a gente usa — explica Haddad, em referência ao dólar turismo praticado por casas de câmbio.
Em uma simulação feita na Nomad, por exemplo, o dólar comercial da transação sai a R$ 5,6683. Mas há taxas de conversão e encargos que levam a cotação a R$ 5,9841. No caso da Wise, o dólar comercial também sai a R$ 5,6643, mas, com taxas, sobe para R$ 5,9739. Importante destacar que as taxas podem variar de acordo com o cliente e o volume adquirido.

Foto: Reprodução
João Henrique Gasparino, sócio do Grupo Nimbus, lembra que o aumento do IOF encarece as compras feitas no exterior com cartão, impactando diretamente o custo final da transação para o consumidor brasileiro. E explica que será preciso analisar com cuidado se uma compra valerá a pena:
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— A vantagem das compras no exterior depende do produto e da cotação do dólar no momento. Para itens muito específicos, exclusivos ou que apresentem grande diferença de preço em relação ao Brasil, ainda pode ser vantajoso comprar fora, mesmo com o IOF mais alto.
Fonte: O Globo