O crescimento no número de mortes de jovens em ações policiais no estado de São Paulo tem gerado preocupação entre entidades de direitos humanos e especialistas em segurança pública.
De acordo com levantamentos recentes, houve aumento significativo nas mortes envolvendo crianças, adolescentes e jovens durante intervenções policiais. Entre 2022 e 2024, por exemplo, os casos envolvendo pessoas de 10 a 19 anos cresceram cerca de 120%.
Os dados indicam que, em 2024, ao menos 77 jovens dessa faixa etária morreram nessas circunstâncias — mais que o dobro do registrado em 2022.
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Outro ponto que chama atenção é o perfil das vítimas: a maioria é composta por jovens negros e moradores de áreas periféricas, o que reforça o alerta de organizações sobre desigualdade racial e social na letalidade policial.
Entidades apontam que mudanças recentes em políticas de segurança pública podem ter contribuído para esse cenário, incluindo alterações no uso de câmeras corporais por policiais — tecnologia que, em anos anteriores, havia sido associada à redução de mortes.
Além disso, especialistas destacam que o aumento da letalidade policial ocorre mesmo em um contexto em que outros indicadores de violência não cresceram na mesma proporção, o que levanta questionamentos sobre o uso da força nas operações.
Diante desse cenário, organizações cobram maior controle das ações policiais, transparência nas investigações e adoção de medidas que garantam a proteção da população, especialmente de jovens em situação de vulnerabilidade.
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Por outro lado, o governo de São Paulo afirma que não compactua com abusos e que eventuais desvios de conduta são investigados e punidos com rigor.