O câncer de colo de útero registra anualmente cerca de 19 mil casos, de acordo com o INCA. O motivo é a baixa adesão ao rastreamento
A possibilidade de fazer a coleta do teste de HPV em casa, sem necessidade de exame ginecológico tradicional, vem ganhando força como alternativa para ampliar o rastreamento do câncer de colo do útero no país.
A técnica, conhecida como autocoleta, permite que a própria paciente recolha o material com um dispositivo específico e envie a amostra para análise laboratorial. Estudos e especialistas apontam que o método pode ser tão eficaz quanto a coleta feita em consultório, principalmente para detectar tipos de alto risco do vírus HPV.
De acordo com pesquisas recentes, a estratégia pode ajudar a aumentar a adesão ao exame, especialmente entre mulheres que evitam consultas ginecológicas por vergonha, falta de acesso ou dificuldades de deslocamento. O HPV é considerado o principal responsável pelos casos de câncer de colo do útero.
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No Brasil, o método já vem sendo estudado e adotado em algumas iniciativas de saúde pública e privada como forma de facilitar o diagnóstico precoce e reduzir desigualdades no acesso ao rastreamento.
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Especialistas reforçam que a autocoleta não substitui totalmente o acompanhamento médico, mas pode ser uma ferramenta importante dentro das estratégias de prevenção, junto com a vacinação contra o HPV e exames regulares.