Já modelos da Climatempo indicam intensidade entre moderada e forte
O avanço precoce de um novo fenômeno El Niño pode antecipar a vazante dos rios e provocar uma estiagem severa no Amazonas no segundo semestre de 2026. O alerta foi divulgado nesta sexta-feira (29/05) pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), em Manaus. Apesar de o nível atual dos rios estar estável e fora da zona de inundação, especialistas apontam para uma possível mudança significativa no cenário climático nos próximos meses.
A principal preocupação dos pesquisadores é a intensidade e a velocidade da vazante. Uma grande massa de água aquecida, com temperaturas até 6 °C acima da média histórica, está concentrada no Oceano Pacífico. Quando esse calor atingir a atmosfera, pode alterar a circulação dos ventos e reduzir a formação de nuvens, impactando diretamente o regime de chuvas na região amazônica.
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Segundo o meteorologista Renato Senna, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o início do fenômeno no começo do segundo semestre pode provocar uma descida rápida e acentuada dos níveis dos rios. Ele alerta ainda para a possibilidade de períodos de calor extremo e ocorrência de temporais isolados com ventos fortes.
Agências internacionais, como o CPC/NOAA dos Estados Unidos, estimam em 82% a chance de consolidação do fenômeno até julho e 96% de probabilidade de persistência até o início de 2027. Já modelos da Climatempo indicam intensidade entre moderada e forte.
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Embora cientistas evitem afirmar com precisão a ocorrência de um “super El Niño”, devido às incertezas das projeções de longo prazo, o monitoramento segue em alerta máximo, especialmente na região Norte, onde os impactos da estiagem podem ser mais severos.