Probabilidade reflete pressões persistentes sobre preços e piora nas expectativas do mercado, apesar de juros ainda em patamar restritivo
O Banco Central aumentou de 79% para 90% a probabilidade de a inflação brasileira ultrapassar o teto da meta em 2026. A informação consta no Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira (24). A projeção considera o IPCA acima do limite superior de 4,5%, enquanto o centro da meta permanece em 3%.
Segundo o relatório, a estimativa para o IPCA acumulado em 2026 está em 5,2%, acima do intervalo de tolerância definido para a inflação. Pelo sistema de meta contínua, o descumprimento ocorre quando o índice permanece acima do teto ou abaixo do piso por seis meses consecutivos. O limite superior é de 4,5%, enquanto o piso é de 1,5%.
A autoridade monetária também elevou de 28% para 33% a probabilidade de a inflação superar o teto da meta em 2027. Para 2028, a estimativa permaneceu em 16%. Entre os fatores de risco citados estão os preços do petróleo, condições climáticas e a inflação de serviços, que continua em nível considerado elevado pelo Banco Central.
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O cenário de inflação ocorre ao mesmo tempo em que o Banco Central reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira. A projeção para o PIB de 2026 caiu de 2% para 1,8%, enquanto a estimativa para 2027 ficou em 1,4%. Segundo o relatório, a atividade econômica apresenta sinais de desaceleração, com perda de força da indústria e dos serviços e acomodação do consumo das famílias.
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Na semana passada, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic pela quinta vez consecutiva, para 13,75% ao ano. O Banco Central afirmou que continuará acompanhando a evolução da inflação, das expectativas e dos efeitos da política monetária para avaliar os próximos passos.