Novas exigências entram em vigor em outubro e buscam mais segurança, transparência e alinhamento com padrões globais.
O Banco Central do Brasil anunciou novas regras para operações de transferências eletrônicas internacionais, conhecidas como eFX, com início previsto para outubro deste ano. A medida reforça os critérios de segurança e transparência e limita a execução do serviço apenas a instituições autorizadas pela autoridade monetária.
Empresas que ainda não possuem autorização poderão continuar operando temporariamente, mas deverão solicitar a regularização junto ao BC até maio de 2027 para manter suas atividades.
Entre as mudanças, as instituições que oferecem o serviço passarão a ter a obrigação de enviar relatórios mensais detalhados ao Banco Central. Além disso, será necessário utilizar contas separadas exclusivamente para movimentação dos recursos dos clientes, garantindo maior controle e rastreabilidade das operações.
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As novas normas foram definidas após consulta pública realizada em 2025 e têm como objetivo alinhar o sistema financeiro brasileiro às práticas internacionais.
Apesar do aumento na fiscalização, o BC também ampliou o uso do eFX. Agora, o serviço poderá ser utilizado em investimentos no mercado financeiro e de capitais, tanto no Brasil quanto no exterior, com limite de até US$ 10 mil por transação.
Criado em 2022, o eFX permite realizar pagamentos de compras fora do país, contratação de serviços internacionais e transferências de valores, sem a necessidade de contratos individuais para cada operação, diferentemente do câmbio tradicional.