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Banco Central mantém Selic em 13,75% ao ano e interrompe sequência de cortes
Foto: Divulgação

Decisão foi anunciada pelo Comitê de Política Monetária nesta quarta-feira (4), após cinco reduções consecutivas na taxa básica de juros

 O Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (4), pelo Comitê de Política Monetária (Copom), e interrompe uma sequência de cinco cortes consecutivos realizados desde março de 2026.

 

A decisão foi unânime entre os integrantes do comitê e representa uma mudança na condução da política monetária, que vinha promovendo reduções graduais nos juros. A última manutenção havia ocorrido antes do início do ciclo de cortes.

 

A expectativa de parte do mercado financeiro era de que a taxa fosse reduzida para 13,50% ao ano. No entanto, o aumento das incertezas econômicas e a preocupação com a trajetória da inflação contribuíram para a decisão de manter o percentual atual.

 

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Segundo o Banco Central, o cenário econômico exige cautela diante do ambiente internacional mais instável, especialmente em razão dos conflitos no Oriente Médio, que podem pressionar os preços do petróleo e de outras commodities.

 

No cenário interno, o comitê também apontou preocupações com as expectativas de inflação, a desvalorização do real e os efeitos da política fiscal sobre a economia. A instituição destacou ainda uma desaceleração mais acentuada da atividade econômica doméstica.

 

A manutenção da Selic tem como objetivo contribuir para o controle da inflação, reduzindo a pressão sobre os preços por meio de condições de crédito mais restritivas. Entretanto, juros elevados também encarecem empréstimos e financiamentos e podem reduzir o consumo das famílias e os investimentos das empresas.

 

 

IMPACTOS PARA CONSUMIDORES E EMPRESAS

 

Com a taxa básica em 13,75% ao ano, operações de crédito, como empréstimos pessoais, financiamentos de veículos e imóveis, tendem a permanecer mais caras. As condições de pagamento também podem ficar mais restritivas, dependendo das taxas praticadas pelas instituições financeiras.

 

Por outro lado, a manutenção dos juros em patamar elevado favorece aplicações de renda fixa atreladas à Selic e ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), embora a rentabilidade efetiva dependa dos produtos e das condições de cada investimento.

 

A decisão do Copom não estabelece por quanto tempo a taxa permanecerá nesse nível. O Banco Central informou que continuará acompanhando os indicadores econômicos e a evolução dos riscos para a inflação antes de definir os próximos passos da política monetária.

 

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A próxima reunião do Comitê de Política Monetária está prevista para os dias 8 e 9 de dezembro de 2026.

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