Nível, que foi alcançado em junho, é o mais alto desde julho de 2006, no primeiro mandato de Lula
O Banco Central (BC) manteve a taxa Selic em 15% ao ano pela terceira vez consecutiva na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira (dia 5), apesar dos apelos do governo federal. O nível, que foi alcançado em junho, é o mais alto desde julho de 2006, no primeiro mandato de Lula, e a estabilidade nesta quarta-feira já era esperada de forma unânime no mercado financeiro.
No comunicado, o BC sinalizou de que os juros devem permanecer neste patamar por "período bastante prolongado" para alcançar a meta de inflação de 3,0%, mas afirmou categoricamente pela primeira vez que considera que o nível atual é suficiente para atingir esse objetivo. A ata da reunião, com fundamentos mais detalhados, só sai na semana que vem.
"O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta", diz o comunicado de hoje.
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"O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado", informou o BC nesta quarta-feira.
Até o encontro anterior, em setembro, o Copom dizia que estava avaliando se o patamar de 15% seria suficiente para atingir a convergência inflacionária se mantido por "período bastante prolongado". Ou seja, a indicação é de maior confiança nos resultados da estratégia atual de política monetária, mas, ao mesmo tempo, o BC ainda não abre nenhuma brecha para uma discussão sobre queda de juros.
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Dessa forma, ganha ainda mais força a expectativa já majoritária entre economistas do mercado financeiro de que a autoridade monetária deve manter a Selic em 15% em dezembro, a última reunião do ano, e só iniciar os cortes em 2026, entre janeiro e março.
Fonte: Extra