A autarquia destacou ainda que não houve recomendação de compra de ativos fraudulentos e que a iniciativa do diretor foi comunicar as irregularidades
O Banco Central (BC) refutou nesta sexta-feira que seu diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino Santos, tenha recomendado ao Banco de Brasília (BRB) a compra de carteiras de crédito consideradas fraudulentas do Banco Master, parte de uma série de operações que culminaram na liquidação da instituição e em prisões no âmbito da investigação da Operação Compliance Zero.
A coluna da jornalista Malu Gaspar, publicada pelo jornal O Globo, havia afirmado que Aquino teria trocado mensagens com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pedindo a aquisição dos créditos para ajudar o Master a resolver problemas de liquidez.
Em nota oficial, o BC explicou que, sob o comando de Aquino, a área de supervisão do órgão identificou inconsistências nas operações com o Master e levou imediatamente o caso à Procuradoria Federal e à Polícia Federal, com documentação técnica que revelou a fragilidade dos ativos envolvidos.
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A autarquia destacou ainda que não houve recomendação de compra de ativos fraudulentos e que a iniciativa do diretor foi comunicar as irregularidades, além de propor à diretoria colegiada do BC a liquidação extrajudicial de instituições vinculadas ao Master em razão dos ilícitos identificados.

Foto: Reprodução
Além disso, Aquino colocou à disposição das autoridades todas as conversas e registros bancários e fiscais relacionados ao caso, abrindo mão do sigilo desses dados para colaborar com as investigações do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF).
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O episódio está inserido no contexto da crise do Banco Master, que enfrentou graves irregularidades em suas operações de crédito e terminou com a liquidação da instituição pelo BC, além da prisão do controlador Daniel Vorcaro e outros executivos por fraude às normas do sistema financeiro.