Lucro líquido ajustado do Banco do Brasil nos 3 primeiros meses de 2026 somou R$ 3,4 bilhões. Resultado representou um tombo anual de 53,5%
O Banco do Brasil registrou uma queda expressiva de 53,5% no lucro do primeiro trimestre, resultado que acendeu alerta no mercado financeiro e reforçou a preocupação com o aumento da inadimplência, principalmente na carteira de crédito voltada ao agronegócio. O desempenho mais fraco também levou o banco a revisar suas projeções para o ano.
O lucro líquido ajustado ficou em cerca de R$ 3,4 bilhões no período, refletindo um cenário mais desafiador para a instituição estatal, que historicamente tem forte exposição ao setor agrícola. A deterioração da qualidade do crédito rural foi apontada como um dos principais fatores para a redução do resultado, com aumento das provisões para possíveis perdas.
Segundo o balanço, a inadimplência no segmento do agro avançou de forma relevante, pressionando diretamente o desempenho financeiro do banco. Esse movimento ocorreu em meio a um ciclo de maior endividamento de produtores rurais, impactados por custos elevados, oscilações climáticas e juros ainda altos.
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Além disso, o custo de crédito disparou no período, ampliando as despesas do banco e reduzindo a rentabilidade. O retorno sobre o patrimônio também caiu de forma significativa, indicando menor eficiência na geração de lucro em relação ao capital dos acionistas.
A administração do Banco do Brasil reconheceu que o ambiente segue mais desafiador, especialmente na carteira de agronegócios, e afirmou que medidas de renegociação e recuperação de crédito vêm sendo intensificadas para conter a deterioração dos indicadores.
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Apesar da forte queda no lucro, o banco destacou que continua com ampla carteira de crédito e presença dominante no financiamento ao agronegócio no país. Ainda assim, o mercado segue atento à evolução da inadimplência rural e ao impacto disso nos próximos trimestres.