Michel Temer, Ricardo Lewandowski e Fábio Wajngarten
Documentos enviados à Receita Federal e à CPI do Crime Organizado mostram que o já liquidado Banco Master informou pagamentos que somam R$66 milhões a escritórios de advocacia e empresas de consultoria vinculadas a figuras influentes da política brasileira. Entre os nomes citados nos registros estão ex-ministros, dirigentes partidários e ex-presidentes, incluindo Michel Temer, Ricardo Lewandowski e Fábio Wajngarten.
O ex-presidente Michel Temer recebeu cerca de R$10 milhões por meio de seu escritório de advocacia, relacionados a serviços de mediação e consultoria prestados ao banco. Já o jurista e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski consta na lista por repasses destinados a seu escritório, também ligados a consultoria institucional. Fábio Wajngarten, ex-ministro da Comunicação do governo Jair Bolsonaro, aparece nos registros com valores recebidos por empresas de consultoria.
Outros ex?ministros e auxiliares de governos anteriores também figuram na lista, como Guido Mantega e Henrique Meirelles, ligados a serviços de consultoria financeira, e Ronaldo Bento, ex-ministro da Cidadania. O ex-prefeito de Salvador ACM Neto e o presidente do União Brasil Antônio Rueda receberam pagamentos por meio de empresas de consultoria, todos formalizados em contratos.
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Os repasses totalizam valores expressivos no conjunto dos anos analisados e ocorreram no contexto de investigações sobre o Banco Master e seu controlador, o empresário Daniel Vorcaro, que enfrenta apurações em âmbito federal. Os citados afirmam que os serviços foram prestados dentro da legalidade e com contratos formais.
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A divulgação da lista reacendeu o debate sobre a relação entre grandes bancos e figuras políticas no país, chamando atenção para a necessidade de transparência e fiscalização em transações envolvendo valores milionários e agentes públicos.