Governo avalia antecipar cronograma de novo programa de renegociação de débitos
Os principais bancos preferem manter o calendário original do Desenrola Brasil 3.0 e deixar para depois do segundo turno das eleições a venda das carteiras de dívidas ao governo. O programa foi criado por medida provisória em setembro para permitir que a União compre créditos de pessoas físicas inadimplentes e ofereça condições de renegociação.
A nova etapa prevê a aquisição de carteiras de dívidas em atraso, com o governo podendo destinar até R$ 15 bilhões para a operação. São elegíveis débitos de pessoas físicas que estejam inadimplentes há pelo menos dois anos e menos de quatro anos e meio, dentro dos critérios definidos pelo programa.
A intenção das instituições financeiras é seguir o cronograma previsto inicialmente para a realização dos procedimentos necessários antes da transferência dos créditos. A estratégia evita antecipar uma operação que envolve a seleção das carteiras, regras de cessão e definição das condições para a renegociação dos débitos.
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O Desenrola 3.0 foi estruturado para que a União adquira as carteiras por meio de procedimento competitivo. Depois da compra, os débitos poderão ser renegociados com os consumidores. A medida provisória estabelece que o programa terá duração até junho de 2028.
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A movimentação ocorre em meio ao calendário eleitoral e à expectativa de que parte das etapas do programa fique para depois do segundo turno. Enquanto isso, o governo mantém a estruturação do Desenrola 3.0, que tem como objetivo ampliar a regularização de dívidas de pessoas físicas e reduzir o número de consumidores inadimplentes.