Aproveitar essa tecnologia incrível vai nos permitir realmente reinventar o futuro da brincadeira
A colaboração ainda está em estágio inicial, e o primeiro lançamento só será anunciado mais para o fim deste ano, disseram Brad Lightcap, diretor de operações da OpenAI, e Josh Silverman, diretor de Marcas da Mattel, em uma entrevista conjunta. A tecnologia poderá, no futuro, resultar na criação de assistentes digitais baseados em personagens da Mattel, ou ser usada para tornar brinquedos e jogos como o Magic 8 Ball ou Uno ainda mais interativos.
— Pretendemos anunciar algo mais para o final do ano, e será algo que abrange tanto produtos físicos quanto algumas experiências — disse Silverman, sem comentar mais sobre qual vai ser o primeiro produto. — Aproveitar essa tecnologia incrível vai nos permitir realmente reinventar o futuro da brincadeira.
As ações da Mattel subiram 1,8%, para US$ 19,59, na manhã de quinta-feira em Nova York. No acumulado do ano, os papéis registram alta de 10%.
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Silverman afirmou que a Mattel não está licenciando sua propriedade intelectual para a OpenAI como parte do acordo e que continua com controle total sobre os produtos em desenvolvimento. Segundo ele, as conversas iniciais entre as duas empresas começaram no final do ano passado.
O CEO da Mattel, Ynon Kreiz, tem buscado transformar a empresa de uma simples fabricante de brinquedos em uma produtora de filmes, programas de TV e jogos mobile baseados em seus personagens populares. A OpenAI, por sua vez, tem buscado parcerias com empresas detentoras de propriedade intelectual valiosa para desenvolver novos produtos baseados em marcas icônicas.
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Foto: Reprodução
— A fase de exploração de ideias no design criativo para empresas como a Mattel é uma parte essencial do fluxo de trabalho — disse Lightcap. — Ao pensarmos em como a IA constrói ferramentas que ampliam essa capacidade, acho que temos muita sorte em contar com parceiros como a Mattel, com quem podemos trabalhar para entender melhor esse desafio.
Na terça-feira, a OpenAI lançou seu modelo mais recente — o o3-pro — capaz de analisar arquivos, buscar informações online e realizar outras tarefas. Segundo a empresa, ele teve ótimo desempenho em avaliações que medem abrangência, seguimento de instruções e precisão. No ano passado, a OpenAI realizou reuniões em Los Angeles com estúdios de Hollywood, executivos da mídia e agências de talentos para formar parcerias na indústria do entretenimento e incentivar cineastas a integrar seu novo gerador de vídeos com IA ao trabalho criativo.
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Nas reuniões, lideradas por Lightcap, a empresa demonstrou as capacidades do Sora, um serviço que, na época, gerava vídeos realistas de até cerca de um minuto com base em comandos de texto dos usuários. A OpenAI ainda não fechou acordos com estúdios de cinema, pois, segundo Lightcap, ainda precisa estabelecer um “nível de confiança” com Hollywood — como disse em maio, em uma conferência do Wall Street Journal em Nova York.
Fonte: NSC