MovCEU Flutuante será implantado em Amaturá e percorrerá o Alto Solimões com ações culturais, educativas e de valorização dos saberes tradicionais.
As comunidades ribeirinhas e indígenas do Alto Solimões passarão a contar com um novo espaço itinerante de cultura e educação. O MovCEU Flutuante, iniciativa do Ministério da Cultura (MinC), transformará uma embarcação em um centro cultural sobre as águas, levando biblioteca, cinema, oficinas, apresentações artísticas e atividades de formação para localidades de difícil acesso no interior do Amazonas.
O projeto será implantado no município de Amaturá, localizado a cerca de 908 quilômetros de Manaus, e integra o Programa Territórios da Cultura, desenvolvido pelo Governo Federal em parceria com a Prefeitura do município. A proposta busca democratizar o acesso à cultura, garantindo que populações que vivem às margens dos rios amazônicos tenham acesso a atividades culturais e educativas de forma gratuita.
A embarcação será equipada com uma biblioteca comunitária, espaço para leitura, cinema ao ar livre e estrutura para apresentações de música, dança, teatro e outras manifestações artísticas. Também serão promovidas oficinas, palestras, rodas de conversa e atividades voltadas à formação cultural de crianças, jovens e adultos.
Veja também
.jpg)
Largo de São Sebastião recebe festival gratuito de rock com artistas amazonenses neste domingo
Série Encontro das Águas abre temporada 2026 com espetáculo inédito que une MPB, orquestra e dança
Um dos principais diferenciais do MovCEU Flutuante será a construção participativa da programação. Em vez de seguir um calendário fixo, as atividades serão definidas em diálogo com as comunidades atendidas, respeitando as características culturais, os interesses e as necessidades de cada território. O objetivo é fazer com que o projeto reflita a identidade local e fortaleça as tradições já existentes.
Segundo o Ministério da Cultura, a iniciativa pretende valorizar os saberes tradicionais transmitidos de geração em geração, especialmente aqueles ligados à oralidade, às manifestações populares e às expressões culturais indígenas e ribeirinhas. A proposta também busca ampliar as oportunidades para artistas, mestres da cultura e agentes culturais da região apresentarem seus trabalhos e compartilharem conhecimentos com diferentes comunidades.
Além de oferecer infraestrutura cultural em áreas onde não existem equipamentos públicos permanentes, o projeto pretende incentivar o intercâmbio entre os moradores das diversas comunidades do Alto Solimões, fortalecendo a circulação de produções artísticas e promovendo o encontro entre diferentes manifestações culturais da Amazônia.

Foto: Divulgação
O modelo flutuante foi desenvolvido especialmente para atender às particularidades geográficas da região amazônica, onde as grandes distâncias e o acesso predominantemente pelos rios dificultam a instalação de centros culturais convencionais. Para o Ministério da Cultura, a embarcação representa uma alternativa para garantir o direito à cultura em territórios historicamente afastados das políticas públicas.
De acordo com a pasta, os atuais MovCEUs atendem regiões onde há limitações para a construção de equipamentos culturais permanentes, seja por questões ambientais, fundiárias ou logísticas. No entanto, ainda existem comunidades sem cobertura dessas ações, realidade que motivou a criação do projeto-piloto flutuante.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Pelo acordo firmado, o Ministério da Cultura ficará responsável pelo fornecimento dos livros, mobiliários e equipamentos necessários ao funcionamento do espaço cultural, enquanto a Prefeitura de Amaturá realizará a adaptação da embarcação. A expectativa é que o barco esteja pronto até o mês de setembro e inicie suas atividades logo após o período de defeso eleitoral, ampliando o acesso à cultura e fortalecendo a identidade das comunidades ribeirinhas e indígenas do Amazonas.