Saiba um pouco mais sobre esse potente item adorado pelas mulheres
Ele é polêmico, sexy, marcante e nada discreto. Item presente em praticamente toda bolsinha de maquiagem das mulheres, o famoso batom vermelho é bem mais que um simples recurso de beleza para pintar os lábios, pois com o passar do tempo se tornou um dos principais símbolos de empoderamento feminino. Mas, ele nem sempre foi bem-visto e possui inúmeros significados e histórias desde sua criação até os dias de hoje.
O tal cosmético é tão presente na sociedade que volta e meia é citado em músicas, poemas, campanhas voltadas ao empoderamento e até mesmo em clipes com abordagens críticas e pautas feministas, como foi o caso da artista Clarice Falcão que, em 2015, gravou um cover de “Survivor” do Destiny’s Child. Nele mulheres passam batom vermelho da maneira que desejarem expressando a mensagem de serem quem quiserem ser.
O trabalho da artista marcou e rendeu inúmeras críticas. “Acho o batom vermelho muito interessante, porque representa uma certa contradição padrão de beleza x liberdade feminina. Que na verdade não é contradição nenhuma. O batom vermelho é o que a gente quiser que ele seja. Demos um batom vermelho para cada uma das mulheres e nada foi dirigido. A magia toda veio delas”, disse Clarice em entrevista cedida ao G1 logo após o lançamento do vídeo
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Há algumas discordâncias no que tange o surgimento da rubra maquiagem. De acordo com alguns historiadores, ele foi criado no antigo Egito, aquela época, inclusive, era comum homens e mulheres pintarem os lábios com uma mistura de cera e uma substância extraída de certos vegetais chamada carmim.
Já estudiosos defendem a ideia de que o cosmético surgiu 3.500 a.C, na Mesopotâmia, pelos Sumérios (povo que ocupava aquela região mais ao sul). Além de realçar a beleza, o batom era tido como um auxílio para identificar a classe social das pessoas na Roma antiga. Vale ressaltar que lá o batom também era usado tanto pelas mulheres quanto pelos homens.

Já na Grécia, o uso do “tingidor de lábios” era proibido. Apenas as prostitutas poderiam usá-lo, isso porque ele as diferenciava das não prostitutas. Detalhe este, levado tão a sério que foi elaborado até mesmo uma lei que castigava aquela prostituta que saísse nas ruas sem estar com os lábios encarnados.
Por volta de 1400 d. C (idade média), ele também foi mal-quisto e condenado por religiosos da igreja católica. Em 1558, entre polêmicas e controversas, a então rainha da Inglaterra Elizabeth I, ao contrário da igreja e dos maus olhos que muitos tinham para o batom, era admiradora do visual com lábios vermelhos. Ela usava e até mesmo acreditava que ele continha propriedades de cura e evitava ou “atrasava a morte”.O batom também marcou passagem em lutas pelas causas femininas. No movimento sufragista ocorrido nos Estados Unidos no ano de 1912, por exemplo, ao menos 15 mil unidades foram distribuídas entre as mulheres que lutavam pelo direito de exercer o voto.

Durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi o único cosmético a ser distribuído normalmente, isso porque o então primeiro-ministro Winston Churchill, achava que o produto “estimulava a moral da população”. Na época, a cosmetóloga Elizabeth Arden lançou uma linha de batom chamada Montezuma. A linha era especial para aquelas que participavam das forças armadas norte-americanas.
Nos anos 80, o “boom” do “bocão vermelho” aconteceu, endossado anos anteriores pelo uso das atrizes de cinema que estrelavam grandes produções com os lábios preenchidos de vermelho. Já nos anos 90, assim como na década de 60, o rubro batom deu intervalo dando lugar à tendência do momento, os nudes.Para a engenheira de produção, Michelle Oliveira, 37 anos, o batom vermelho é essencial para encarar o cotidiano. “Eu adoro make, vejo que o batom vermelho, além de marcar o meu sorriso, é essencial para nosso dia a dia, com maquiagens simples (leves) ou não”, revela Michelle.

Fotos: Reprodução
Ela enfatiza: “Todas as vezes que uso um batom vermelho sinto que meu sorriso se empodera de olhares, creio que marca e chama a atenção de quem olha. Não economizo quando se trata de um bom batom vermelho, ainda mais se for matte com efeitos de brilho”, diz a vaidosa engenheira.
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Já para a parintinense Kariane Andrade, 31, os lábios vermelhos passam segurança e autoconfiança. “Mulher que usa batom vermelho é uma mulher da atitude, que sabe o que quer. É alguém que está sempre disposta a encantar a todos. Seja com sua beleza ou com sua força”, comenta a gerente de loja.
Fonte: Portal IG