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Bebê nasce com rara malformação vascular e enfrenta mais de 20 cirurgias para sobreviver
Foto: Divulgação

Após um parto marcado pelo desespero, menina superou procedimentos de alto risco e segue em tratamento aos sete anos de idade.

O nascimento da pequena Kinley, nos Estados Unidos, foi marcado por momentos de tensão. Logo após o primeiro choro, a recém-nascida apresentou coloração arroxeada na boca e no pescoço, levando a equipe médica a retirá-la imediatamente para exames antes mesmo que a mãe pudesse segurá-la.

 

Inicialmente, os sinais vitais da bebê estavam estáveis, mas os médicos não conseguiram identificar de imediato a causa do problema. Somente cerca de um mês depois foi confirmado o diagnóstico de malformação venosa, uma condição congênita rara causada pelo desenvolvimento anormal dos vasos sanguíneos.

 

A doença provoca lesões azuladas ou arroxeadas que podem aumentar de volume em situações de esforço, além de causar dor, inchaço e risco de sangramentos. No caso de Kinley, a malformação atingiu o rosto, os lábios, a boca, o pescoço e até as vias aéreas.

 

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Desde o diagnóstico, a menina passou por um longo tratamento. Ao longo da infância, foi submetida a 22 cirurgias e a sessões de escleroterapia, procedimento utilizado para reduzir as lesões vasculares. Durante um desses tratamentos, os médicos descobriram que a malformação era muito mais extensa do que se imaginava, obrigando a interrupção imediata do procedimento devido ao risco de o fluxo sanguíneo atingir órgãos vitais.

 

Com o agravamento do quadro, Kinley também desenvolveu coágulos sanguíneos dentro da malformação e precisou receber medicação anticoagulante. Diante da complexidade do caso, a equipe médica optou por uma cirurgia de alto risco que durou cerca de oito horas para remover grande parte das lesões.

 

Apesar do elevado risco de hemorragia, o procedimento foi bem-sucedido com o auxílio de um especialista em microcirurgia. Após a operação, a menina precisou apenas de transfusão de sangue e iniciou uma nova etapa de recuperação.

 

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Hoje, aos sete anos, Kinley continua realizando tratamentos minimamente invasivos para controlar a doença. A família também busca recursos para custear um procedimento especializado desenvolvido na Itália, utilizando uma campanha de arrecadação para ajudar nas despesas médicas. 

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