Pesquisa indica que concentrar doses em um único dia eleva a chance de fibrose avançada, especialmente em pessoas com doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica
Pesquisadores apontam que consumo intenso de álcool em poucas ocasiões, mesmo se não frequente, pode aumentar significativamente o risco de doenças hepáticas e outros problemas de saúde relacionados ao fígado, especialmente em pessoas com fatores de risco metabólicos ou predisposição genética, indicando que esse padrão contribui para piora do funcionamento hepático e doenças graves.
O fígado é o principal órgão responsável por metabolizar o álcool no organismo e, quando submetido a quantidades elevadas de bebida em curtos períodos, pode sofrer acúmulo de gordura, inflamação e cicatrizes, condições que em longo prazo evoluem para hepatite alcoólica ou cirrose, e aumentam a chance de insuficiência hepática e câncer de fígado.
Esse padrão de consumo intenso, muitas vezes associado a festas ou ocasiões sociais, não precisa ser regular para causar dano. Mesmo episódios isolados com altos níveis de álcool no sangue podem desencadear processos tóxicos nas células do fígado, sobrecarregando sua capacidade de regeneração.
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Especialistas em saúde alertam que não existe um limite totalmente seguro de ingestão alcoólica, pois os efeitos nocivos dependem de fatores individuais como genética, presença de doenças metabólicas, uso de medicamentos e hábitos alimentares, e que o risco aumenta à medida que a quantidade de álcool ingerida num curto período cresce.
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O estudo reforça a importância de evitar episódios de consumo exagerado e procurar orientação médica se houver histórico de ingestão intensa de álcool, já que doenças hepáticas podem se desenvolver silenciosamente e só apresentar sintomas quando já estão em estágio avançado.