Espaço do Instituto Mamirauá reúne acervo científico, obras raras e documentos históricos que ajudam a preservar a memória e o conhecimento sobre a floresta amazônica.
Desde a década de 1990, a Biblioteca Henry Walter Bates, localizada no Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, em Tefé, consolidou-se como um dos principais centros de documentação científica da Amazônia. O espaço reúne mais de 28 mil títulos catalogados, entre livros, periódicos, relatórios técnicos e obras raras que retratam a biodiversidade, os povos tradicionais e a história da região amazônica.
Com vista privilegiada para o Lago Tefé, a biblioteca oferece um ambiente voltado à pesquisa, ao estudo e à preservação do conhecimento produzido sobre a floresta. O acervo reúne publicações sobre conservação da biodiversidade, manejo sustentável dos recursos naturais, populações ribeirinhas e a diversidade socioambiental da Amazônia, tornando-se referência para pesquisadores, estudantes e visitantes.
A origem da biblioteca está ligada às pesquisas do cientista José Márcio Ayres, idealizador da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Durante seus estudos sobre o uacari-branco, na década de 1980, Ayres reuniu um importante acervo bibliográfico que serviu de base para a criação da biblioteca, inaugurada em 1994. Com a fundação do Instituto Mamirauá, em 1999, o espaço foi ampliado e passou a receber doações de pesquisadores, fortalecendo ainda mais sua coleção.
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O nome da biblioteca homenageia o naturalista inglês Henry Walter Bates, um dos pioneiros nos estudos científicos sobre a Amazônia e autor de uma das obras mais importantes sobre a história natural da região.
Entre os destaques do acervo está a coleção de obras raras, formada por exemplares publicados entre os séculos XIX e XX. Entre eles estão primeiras edições de A Narrative of Travels on the Amazon and Rio Negro, de Alfred Russel Wallace, publicada em 1853, e The Naturalist on the River Amazons, de Henry Walter Bates, de 1863, consideradas referências históricas sobre as primeiras expedições científicas na Amazônia.

Foto: Tácio Melo/Divulgação
A biblioteca também reúne mais de 400 títulos de periódicos científicos, publicações produzidas pelo Instituto Mamirauá e obras de autores contemporâneos da região Norte, além de oferecer computadores com acesso à internet, espaços para leitura e estudo e atendimento ao público.
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O acesso é aberto a estudantes, pesquisadores e visitantes mediante identificação na portaria do Instituto Mamirauá, em Tefé. Parte do acervo também está disponível para consulta online, reforçando o papel da Biblioteca Henry Walter Bates como uma das maiores guardiãs da memória científica da Amazônia.