Acordo para paz tem três fases e cessar-fogo vai durar seis semanas. Troca de reféns e prisioneiros foi acordada
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou, nesta quarta-feira (15/1), que o cessar-fogo entre Hamas e Israel terá três fases. De imediato, haverá a libertação de mulheres, idosos e feridos, que foram feitos reféns pelo Hamas, em troca de prisioneiros detidos pelo Estado de Israel.
O presidente norte-americano fez um pronunciamento oficial à imprensa na Casa Branca, nesta tarde. Biden afirmou que o acordo prevê a paralisação dos combates por seis semanas. Neste período, disse ele, será negociada a fase dois para o fim definitivo da guerra.
“Há um número de detalhes para negociar para nos movermos da fase um à fase dois (do acordo)”, disse ele. Biden adiantou que que detalhes do que já foi negociado serão divulgados até o fim deste mês.
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Caso as negociações não sejam concluídas em seis semanas, Biden disse que o cessar-fogo vai continuar até que os termos sejam ajustados entre as partes. “Na fase dois haverá haverá a troca e libertação de reféns, incluindo soldados, e todas as forças israelenses serão retiradas permanentemente de Gaza”, disse o presidente.
Na fase três do acordo, os restos mortais de reféns que tenham sido mortos serão devolvidos aos familiares e vai começar a reconstrução da Faixa de Gaza.
“Eu tenho trabalhado em política internacional por décadas e este é um dos acordos mais difíceis já realizados, e foi atingido por causa da pressão que Israel exerceu sobre o Hamas, apoiado pelos Estados Unidos”, frisou Biden.
Prestes a encerrar o mandato, na próxima segunda-feira (20/1), Biden enfatizou o enfraquecimento do Hamas. “E com este acordo, o povo de Gaza vai finalmente recuperar e reconstruir (a Faixa de Gaza). Eles vão poder olhar para o futuro sem o Hamas no poder”, disse.
No pronunciamento, Biden também disse que o momento atual abre a possibilidade de “um novo futuro” para o Oriente Médio. Ele lembrou a destituição de Assad do poder na Síria, a eleição de um primeiro-ministro não ligado ao Hezbollah no Líbano.
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O presidente democrata disse ainda que o acordo foi negociado na gestão dele, mas que será implementado sob a nova gestão e enfatizou que as duas equipes presidenciais trabalharam “como um só time”. “Nossos amigos são fortes, nossos inimigos são fracos e há uma genuína oportunidade para um futuro novo”, enfatizou.
Fonte: Metrópoles