Saiba como o novo biochip programável pode acelerar o desenvolvimento de vacinas e tratamentos medicinais
Cientistas desenvolveram uma nova tecnologia de biochips programáveis que promete encurtar drasticamente o tempo de resposta da ciência diante do surgimento de novos vírus e patógenos globais.
Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, liderados pelo professor Roy Bar-Ziv, desenvolveram um biochip de DNA inovador para analisar rapidamente como o sistema imunológico humano reage a vírus, como o SARS-CoV-2.
Esse biochip é acelular e geneticamente programado, o que significa que ele consegue produzir proteínas virais diretamente em sua superfície, sem usar células vivas. Com isso, os cientistas podem observar como os anticorpos do sangue humano se ligam a diferentes partes do vírus, medindo com precisão a força e o tipo dessa ligação.
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Este avanço tecnológico, detalhado em recentes estudos da Nature Nanotechnology, utiliza sistemas microfluídicos e biologia sintética para simular o comportamento de órgãos humanos em miniatura, permitindo testes de medicamentos em tempo recorde.Diferente dos métodos tradicionais, que exigem culturas de células em larga escala e longas fases de testes iniciais, o biochip permite que os cientistas pulem etapas burocráticas e técnicas.

Foto: Reprodução
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Ao programar o chip para atuar como um pulmão ou sistema circulatório, é possível prever efeitos colaterais de uma vacina em questão de dias, em vez de meses. Essa agilidade é fundamental para conter a disseminação de variantes agressivas que surgem durante uma crise sanitária.
Fonte: Olhar Digital