Tecnologia criada por pesquisadores da USP identificou no sangue a proteína CA19-9 em testes iniciais com 24 amostras humanas
Pesquisadores desenvolveram um biossensor capaz de identificar sinais de câncer de pâncreas ainda em estágios iniciais, o que pode representar um avanço importante no diagnóstico da doença, conhecida por ser silenciosa e frequentemente descoberta tardiamente.
O dispositivo funciona por meio da detecção de biomarcadores no sangue, especialmente a proteína CA19-9, que está associada à presença de tumores pancreáticos. A tecnologia promete ser uma alternativa mais rápida, simples e de menor custo em comparação com exames laboratoriais tradicionais.
Segundo os pesquisadores, o objetivo é facilitar o rastreio da doença, já que o câncer de pâncreas costuma não apresentar sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e reduz as chances de tratamento eficaz.
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Estudos recentes apontam que a detecção antecipada pode ser decisiva para aumentar a sobrevida dos pacientes, já que a doença é considerada uma das mais letais justamente por ser identificada, na maioria das vezes, em estágios avançados.
A proposta do biossensor é justamente mudar esse cenário, permitindo identificar alterações no organismo antes do avanço do tumor e possibilitando intervenções médicas mais rápidas e menos invasivas.

Biossensor é capaz de analisar a quantidade de proteína
CA-19-9 presente no sangue. (Foto: Wilson Aiello/EPTV)
Com a nova tecnologia, os cientistas acreditam que o acesso ao diagnóstico pode se tornar mais amplo, contribuindo para reduzir a mortalidade associada ao câncer de pâncreas, que ainda tem taxas muito baixas de sobrevida quando detectado tardiamente.
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Em paralelo, outras pesquisas seguem avançando no estudo de novos métodos de detecção e tratamento, reforçando o interesse científico em enfrentar um dos tipos de câncer mais agressivos da medicina.