Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e a criança, de seis, foram encontradas sem vida em um apartamento em Cotia; ex-companheiro da advogada é o principal suspeito do crime.
A advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e o filho dela, de seis anos, foram encontrados mortos na noite de terça-feira (3), em um apartamento em Cotia, na Grande São Paulo. A jovem era bisneta do brigadeiro José Vicente de Faria Lima, que foi prefeito da capital paulista entre 1965 e 1969.
Anna Gabriela atuava na área jurídica e era descendente de uma família ligada à história política de São Paulo. Seu bisavô, Faria Lima, também foi ministro da Aeronáutica e teve participação importante na administração pública brasileira durante a década de 1960.
O principal suspeito das mortes é o empresário Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, ex-namorado da advogada. Segundo informações da investigação, ele teria ligado para um escritório de advocacia em Campinas, confessado os assassinatos e informado o endereço onde os corpos estavam.
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Uma advogada que recebeu o relato procurou a Delegacia de Polícia de Cotia para comunicar o caso. Policiais foram até o imóvel e encontraram Anna Gabriela e o filho. A perícia foi acionada para apurar as circunstâncias das mortes.
Imagens de câmeras de segurança do condomínio registraram a chegada de Anna Gabriela e da criança ao local, na noite de domingo (1º). O suspeito também aparece nas gravações e teria deixado o condomínio sozinho, em uma caminhonete Chevrolet S10 branca, na madrugada de segunda-feira (2).

Foto: Reprodução
Familiares e pessoas próximas relataram à polícia que o relacionamento entre a advogada e o ex-companheiro era conturbado, com episódios de ameaças, perseguições, violência doméstica e comportamentos intimidatórios. A investigação também apura se a mulher e o filho foram mantidos em cárcere privado antes do crime.
A Polícia Civil registrou o caso como feminicídio e vicaricídio, termo utilizado para caracterizar o assassinato de um filho com o objetivo de causar sofrimento à mãe. A corporação solicitou à Justiça a prisão temporária do empresário, que ainda não havia sido localizado até a divulgação das informações.
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A morte de Anna Gabriela e do filho causou repercussão e mobilizou as autoridades de segurança pública. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica dos assassinatos, a possível motivação e localizar o principal suspeito.