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Bloqueio anestésico do nervo frênico: entenda o procedimento que Bolsonaro vai fazer para interromper os soluços
Foto: Reprodução

A medida busca controlar a principal queixa do ex-presidente que não respondeu ao tratamento medicamentoso

Preso desde o dia 22 de novembro, o ex-presidente Jair Bolsonaro vai precisar passar por uma cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral. Os médicos do ex-presidente detalharam, em uma nota divulgada neste domingo, o procedimento.

 

De acordo com os médicos, os exames mostraram que parte do intestino estava se projetando para fora da parede abdominal durante a chamada manobra de Valsalva, que aumenta a pressão interna do abdômen.

 

"Diante dos achados clínicos e de imagem, ele será submetido ao tratamento cirúrgico denominado herniorrafia inguinal bilateral", explica a nota.

 

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Além da cirurgia, os médicos programaram um procedimento chamado "bloqueio anestésico do nervo frênico", responsável pelo movimento do diafragma. A medida busca controlar soluços persistentes, que não responderam ao tratamento medicamentoso.

 

O QUE É O BLOQUEIO ANESTÉSICO DO NERVO FRÊNICO?


O bloqueio anestésico do nervo frênico é um procedimento para interromper a função do diafragma (paralisia temporária). Usado intencionalmente para tratar soluços persistentes (hiccups) — sintoma frequentemente informado por Bolsonaro.

 

No procedimento é utilizado uma pequena quantidade de anestésico e injetada perto do nervo frênico, que controla o diafragma. O processo é guiado por ultrassom e/ou estimulador de nervos para identificar o nervo com precisão e evitar punções acidentais.

 

O objetivo de todo o procedimento é visando aliviar o diafragma irritado, como em casos pós-cirúrgicos ou de refluxo, mas requer monitoramento respiratório devido ao risco de insuficiência respiratória. Este, aliás, é o principal risco do processo. E especialmente se ambos os nervos frênicos forem bloqueados ou em pacientes com pulmões comprometidos.

 

Por isso requer observação prolongada e monitoramento respiratório pós-procedimento.

 

"Considerando a presença de soluços persistentes e refratários ao tratamento medicamentoso instituído, está programado, durante o período de internação hospitalar, a realização de bloqueio anestésico do nervo frênico, com a finalidade de atenuar as crises de soluços", informaram os médicos.

 

A nota não informa a data exata da cirurgia nem o tempo previsto de internação, mas indica que Bolsonaro ficará hospitalizado para os dois procedimentos.

 

A realização da cirurgia foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes na última sexta-feira, depois que uma perícia da Polícia Federal apontou a necessidade da realização da intervenção médica.

 

O QUE É A HÉRNIA INGUINAL?


A hérnia inguinal é um problema de saúde caracterizado por uma protuberância que surge na região da virilha. Isso acontece quando um orifício ou uma fraqueza nos músculos abdominais acabam permitindo que o tecido mole que faz parte do intestino atravesse a região muscular em direção à pele da virilha, formando ali uma saliência.


Quando isso ocorre dos dois lados, ela é chamada de bilateral. E pode causar inchaço, dor ou desconforto, especialmente ao fazer esforço, tossir ou ficar muito tempo em pé — embora às vezes seja assintomática.

 

O problema é mais comum em homens, podendo se manifestar em qualquer idade, embora seja mais frequente em recém-nascidos ou idosos. O sintoma mais comum é a protuberância na região da virilha.

 

O diagnóstico é feito por meio de observação do quadro clínico pelo médico especialista. Em casos leves, sem sintomas fortes, o tratamento pode envolver apenas o acompanhamento. Porém, nos mais graves, a intervenção cirúrgica é necessária, como no caso do ex-presidente.

 

Se não tratado, o problema pode provocar quadros de encarceramento ou estrangulamento da hérnia. No caso de encarceramento, há um aumento súbito do volume que impossibilita a recolocação do tecido no local certo, o que pode levar a uma obstrução intestinal.

 

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Já no caso de estrangulamento, acontece a interrupção do fluxo de sangue na região, podendo levar à necrose da parte do intestino, um quadro considerado extremamente grave. 

 

Fonte: O Globo

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