Voo caiu seis minutos após decolagem de Addis Abeba com destino a Nairóbi
A Boeing chegou a um acordo em um dos dois processos judiciais em andamento esta semana em Chicago, referentes ao acidente com o 737 MAX em 2019, que matou 157 pessoas, anunciaram os advogados na quarta-feira. Este é o primeiro julgamento civil relacionado ao acidente com o voo da Ethiopian Airlines em março de 2019, que estava previsto para começar após a seleção do júri na terça-feira.
No entanto, as declarações iniciais foram adiadas depois que o advogado dos demandantes, Robert Clifford, anunciou que um de seus clientes havia chegado a um acordo com a fabricante de aeronaves Boeing.
"Nossos clientes estão muito gratos ao tribunal por permitir que eles utilizassem seus recursos para obter a justiça que buscavam", disse Clifford, que acrescentou que o valor do acordo é confidencial.
Veja também

Banco do Brasil promove leilão e compra de 150 imóveis; descontos podem chegar a 70%
Bolsa tem décima alta seguida e volta a bater recorde
Os demandantes que chegaram ao acordo são parentes de Mercy Ndivo, uma queniana que morreu no acidente aos 28 anos, juntamente com seu marido. O pai de Ndivo, Frederick Ndivo, aproximou-se do juiz federal Jorge Alonso e expressou sua gratidão.
"Estamos muito gratos", disse Ndivo no tribunal. "Esperamos que o sistema jurídico dos Estados Unidos continue a defender os direitos das pessoas [...] o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade."
Os processos judiciais decorrem da queda de um Boeing 737 MAX em 10 de março de 2019, seis minutos após a decolagem de Addis Abeba com destino a Nairóbi. As famílias de 155 vítimas entraram com ações judiciais entre abril de 2019 e março de 2021.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
O litígio centra-se em como calcular os danos monetários que a Boeing deve aos demandantes. O caso pendente no tribunal envolve a família de Shikha Garg, de 36 anos, de Nova Deli. Garg estava viajando para Nairóbi para uma assembleia ambiental da ONU.
Fonte: O Globo