Na madrugada deste sábado, por volta das 2h30, o Boi Bumbá Corre Campo entrou na arena do Sambódromo de Manaus para mais uma apresentação marcada pela tradição, emoção e pela força da cultura amazônica.
Como manda a tradição, o bumbá fez uma entrada triunfal, assumindo o papel de anfitrião e saudando o grande público presente na arena. O momento abriu caminho para um espetáculo que levou ao público uma verdadeira narrativa sobre os povos da floresta e a identidade amazônida.
Na arena, tribos coreografadas deram vida ao “Ecoar dos Povos da Floresta”, envolvendo o público com movimentos sincronizados e uma apresentação que valorizou as raízes culturais da região.
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Trazido pelo Gavião-Real, o pajé do Corre Campo surgiu em um dos momentos de destaque da apresentação, exaltando o chamado do curandeiro. As alegorias ganharam vida e ajudaram a transportar para a arena elementos do cotidiano, da espiritualidade e da realidade dos povos da floresta.
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Outro momento de grande emoção foi protagonizado por Júlio Persil e Giovana Costa, que interpretaram uma canção em homenagem às mulheres da Amazônia. Indígenas, quilombolas, pescadoras, artesãs e tantas outras mulheres foram representadas em uma celebração à força e à diversidade feminina da região.
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A emoção tomou conta novamente da arena com a entrada da Sinhazinha da Fazenda, Vanessa Costa, conduzida por uma libélula. Durante sua evolução, borboletas deram ainda mais beleza aos movimentos e giros da personagem, em uma apresentação especial que marcou sua despedida do cargo em uma noite importante para o bumbá.

O Corre Campo também levou para a arena uma grandiosa alegoria para a chegada da Rainha do Folclore, com uma cenografia que deu vida à lenda de Atroari e contribuiu para o espetáculo visual apresentado pelo boi.
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Ao final, o Boi Bumbá Corre Campo deixou a arena com o sentimento de dever cumprido, entregando ao público um verdadeiro espetáculo a céu aberto, marcado por música, dança, alegorias e pela valorização da cultura amazônica.
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Heptacampeão do Festival Folclórico do Amazonas, o Corre Campo mostrou mais uma vez a essência de brincar de boi, transformando a arena do Sambódromo em um grande palco para contar histórias, celebrar os povos da floresta e reafirmar a identidade cultural do Amazonas.