Ex-presidente está há sete dias internado em hospital em Brasília após fazer uma cirurgia no intestino
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um "episódio de alteração de pressão arterial" durante a sua internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, segundo o último boletim médico divulgado neste sábado. De acordo com a equipe médica, o quadro de saúde dele "já foi normalizado", mas ele deve permanecer internado sem previsão de alta.
"Devido à ainda não apresentar movimentos intestinais efetivos, segue em jejum oral e com a nutrição parental exclusiva. Hoje, a programação é de intensificar fisioterapia motora e medidas de reabilitação", acrescentou o boletim, que é assinado pelo médico chefe da equipe de cirurgia Cláudio Birolini e outros cinco médicos.
Ao longo da semana, Bolsonaro também fez exercícios de fisioterapia e de caminhada. Em fotos nas redes sociais, ele apareceu acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos filhos. As visitas de outras pessoas com exceção de familiares foram vetadas pelos médicos.
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Na terça, Bolsonaro afirmou nas redes sociais que está "concentrado" na recuperação da cirurgia, que, segundo ele, foi a mais "invasiva" pela qual já passou. Bolsonaro passou por uma operação de 12 horas no abdômen no último domingo. O objetivo era tratar de uma "suboclusão intestinal" - uma obstrução parcial do intestino.
Esta foi a sexta operação realizada pelo ex-presidente desde 2018, quando ele foi vítima de uma facada durante a campanha na qual se elegeu presidente da República. Todas as cirurgias foram feitas como sequela desse ferimento.
Segundo os médicos, a obstrução parcial era causada por uma dobra no intestino delgado, que dificultava o trânsito de fezes e gases. O procedimento chamado de "laparotomia exploradora" foi feito para examinar os órgãos internos e liberar essas aderências, ou seja, desfazer as dobras.
A longa recuperação no pós-operatório já era esperada pelos médicos do ex-presidente. Segundo eles, o procedimento "complexo" aumenta os riscos de infecção e picos de pressão - por isso, Bolsonaro continua internado na UTI. Depois, houve a reconstrução da parede abdominal, feita para reforçar a musculatura dessa parte do corpo.
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A expectativa é que ele fique internado por pelo menos duas semanas. Até o momento, Bolsonaro está se alimentando por via intravenosa. No dia 11 de abril, ele passou mal durante uma viagem ao Rio Grande do Norte. No dia seguinte, foi transferido para o Distrito Federal.
Fonte: Extra