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Bolsas da Europa fecham em queda mesmo com recuo do petróleo e expectativa de trégua no Oriente Médio
Foto: Reprodução

Além do cenário geopolítico, os mercados europeus repercutem os resultados de balanços corporativos e indicadores econômicos da zona do euro

As principais bolsas de valores da Europa encerraram o pregão desta quinta-feira (7) em queda, refletindo a cautela dos investidores diante das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. Mesmo com a redução nos preços internacionais do petróleo e sinais de avanço em negociações diplomáticas no Oriente Médio, o clima de insegurança continuou pressionando os mercados financeiros do continente.


O índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne ações de centenas de empresas listadas nas principais bolsas da região, fechou em baixa de 1,09%, aos 616 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,99%, enquanto o FTSE 100, da Bolsa de Londres, recuou 1,55%. Já o CAC 40, da Bolsa de Paris, perdeu 1,17%, e o Ibex 35, de Madri, encerrou o dia em queda de 0,29%.


Apesar das perdas, o mercado chegou a operar com certo otimismo ao longo do dia após notícias sobre possíveis negociações entre Washington e Teerã para reduzir o conflito no Golfo Pérsico. Investidores acompanham atentamente qualquer sinal de acordo que possa aliviar os riscos de interrupção no fornecimento global de petróleo, especialmente no estratégico Estreito de Ormuz.

 

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Os preços do petróleo continuaram em queda pelo terceiro dia consecutivo, influenciados justamente pela expectativa de uma solução diplomática. O barril do tipo Brent chegou a ficar abaixo dos US$ 100, acumulando perda de cerca de 10% em apenas dois dias. Analistas apontam que a redução do chamado “prêmio de risco geopolítico” ajudou a aliviar parte da pressão inflacionária mundial.


Mesmo assim, especialistas afirmam que os investidores seguem receosos porque a situação no Oriente Médio ainda é considerada extremamente instável. O conflito entre EUA e Irã já provocou forte volatilidade nos mercados internacionais nas últimas semanas, afetando moedas, bolsas e commodities. O temor é de que qualquer nova escalada militar provoque um choque nos preços da energia e aumente os riscos de inflação global.


Além do cenário geopolítico, os mercados europeus também reagiram a balanços corporativos divulgados nesta semana. Empresas dos setores de petróleo, tecnologia e luxo tiveram desempenhos mistos, influenciando diretamente os índices das bolsas. A gigante petrolífera Shell, por exemplo, registrou queda nas ações após divulgar projeções mais fracas para produção no trimestre.


O setor de luxo europeu também pressionou os mercados. Marcas tradicionais registraram perdas após resultados abaixo das expectativas, aumentando a cautela entre investidores sobre o ritmo de crescimento econômico na zona do euro.


Economistas avaliam que a Europa continua especialmente vulnerável às oscilações do petróleo por conta da forte dependência energética da região. Mesmo com o recente recuo nas cotações, o barril ainda permanece em níveis elevados se comparados aos registrados antes do agravamento da crise no Oriente Médio.

 

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Nos bastidores do mercado financeiro, investidores também monitoram indicadores econômicos da zona do euro e possíveis movimentos futuros do Banco Central Europeu (BCE). A expectativa é de que a evolução da guerra, da inflação e dos preços da energia influencie diretamente as próximas decisões sobre juros no continente.
 

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