Restrito por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acompanhou à distância, por videochamadas, as manifestações “Reaja Brasil” realizadas neste domingo (3/8) em cidades como Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Marabá (PA).
Proibido de deixar sua residência nos finais de semana, Bolsonaro fez aparições virtuais em atos que reuniram milhares de apoiadores em defesa de sua liberdade e contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes.
Horizonte, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) exibiu Bolsonaro em uma videochamada durante o protesto na Praça da Liberdade. “Vivemos uma ‘democracia’ onde ele não pode falar, mas pode nos ver”, ironizou o parlamentar, apontando o celular para a multidão. Bolsonaro, cumprindo as restrições judiciais, apenas acenou aos manifestantes, sem discursar.
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Os atos “Reaja Brasil” mobilizaram apoiadores em várias capitais e cidades do interior, com bandeiras do Brasil e faixas pedindo a destituição de Lula e Moraes. Em Brasília, a Esplanada dos Ministérios foi palco de discursos inflamados contra o STF e em apoio ao ex-presidente. Em Marabá, manifestantes entoaram gritos de “Bolsonaro livre” e criticaram as medidas judiciais. Medidas cautelares e contexto As restrições
mpostas a Bolsonaro incluem recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com diplomatas ou uso de redes sociais, incluindo postagens em perfis de terceiros. As medidas, determinadas por Alexandre de Moraes, fazem parte de inquéritos que investigam suposta tentativa de golpe de Estado e outras ações antidemocráticas após as eleições de 2022.
A polarização política segue evidente. Enquanto apoiadores denunciam perseguição, críticos afirmam que as restrições protegem as instituições democráticas. Segundo o Datafolha, 49% dos brasileiros acreditam que Bolsonaro não será preso, contra 45% que veem possibilidade de detenção. Impacto dos protestos Em BH, manifestantes também pediram o impeachment de Lula e Moraes, com cartazes como “STF ditatorial” e “Liberdade já”.
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Em Brasília, o ato ganhou força com a presença de figuras políticas alinhadas ao ex-presidente. Organizadores prometem novos protestos nas próximas semanas, mantendo a pressão contra o Judiciário e as medidas cautelares.A assessoria de Bolsonaro confirmou que ele seguirá acompanhando os atos remotamente, respeitando as determinações do STF. No entanto, sua participação virtual foi vista por apoiadores como um gesto de resistência. “Ele está conosco, mesmo preso em casa”, declarou um manifestante em Marabá.
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