Esta é a última etapa antes do julgamento da trama golpista, que vai condenar ou absolver réus
As defesas dos réus do "núcleo crucial" das supostas tentativas de golpe de Estado em 2022 têm até esta quarta-feira (13) para apresentar as alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre eles, está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que c umpre prisão domiciliar preventiva.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do caso, já apresentaram suas defesas finais. Após o fim do prazo, a Primeira Turma pode marcar o julgamento que vai decidir pela condenação ou absolvição dos oito réus tidos como líderes da organização criminosa.
Em julho, a PGR apresentou as alegações finais ao relator, ministro Alexandre de Moraes, pedindo a condenação dos oito acusados. No documento de 517 páginas, o procurador-geral Paulo Gonet aponta Bolsonaro como figura líder da organização e que ele foi "o principal articulador e maior beneficiário" das ações que visavam implantar um golpe de Estado no país.
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Segundo ele, o ex-presidente usou do aparato estatal de forma dolosa para atacar instituições e o processo eleitoral, e buscou a permanência no poder de forma ilegítima.
“Com o apoio de membros do alto escalão do governo e de setores estratégicos das Forças Armadas, mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias” , disse o procurador.
CRIMES EM JULGAMENTO

Foto:Reprodução
Os oito réus são acusados de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Além de Jair Bolsonaro, serão julgados:
Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência - Abin;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
PRÓXIMOS PASSOS
Nas alegações finais, as defesas dos réus reúnem um resumo do processo, com análises de provas e de depoimentos dos réus e das testemunhas ouvidas no processo.
Após o recebimento de todas as alegações finais, a Primeira Turma do STF vai marcar a data do julgamento. A expectativa é de que aconteça em meados de setembro.
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Os cinco ministros que compõem o colegiado vai analisar todo o processo e decidir se cada um dos réus vai ser condenado por um ou mais crimes em julgamento. Após a decisão, as partes podem entrar com recurso.
Fonte:Ig