Medida foi anunciada pelo Tesouro dos EUA, que acusa Moraes de violar direitos humanos
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se recusou a comentar as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Abordado por jornalistas nesta quarta-feira (30) na saída da sede do PL, em Brasília, Bolsonaro foi sucinto ao responder à CNN: “Não tenho nada com isso.”
A declaração ocorre no mesmo dia em que o Departamento do Tesouro dos EUA, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), anunciou medidas contra Moraes com base na Lei Magnitsky, que permite a sanção de estrangeiros acusados de violar direitos humanos.
O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, justificou a decisão afirmando que Moraes conduziu uma “caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”, com censura, detenções arbitrárias e processos politizados — inclusive contra Bolsonaro.
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“A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”, disse Bessent.Ainda nesta quarta, o ex-presidente americano Donald Trump assinou uma ordem executiva impondo tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Segundo a Casa Branca, a medida é uma resposta às “ameaças incomuns e extraordinárias” representadas pelo governo brasileiro à política externa, economia e liberdade de expressão nos EUA.
O documento oficial menciona que o Brasil estaria violando direitos humanos ao perseguir e censurar o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, o que teria minado o Estado de Direito no país.
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“A ordem declara uma nova emergência nacional e estabelece tarifa adicional de 40%, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977”, afirma a nota da Casa Branca.
Fonte: Brasil ao Minuto