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Bolsonaro pede autorização ao STF para retomar encontros de grupo de oração em casa
Foto: Divulgação

Defesa do ex-presidente solicita a realização de reuniões religiosas semanais na residência onde ele cumpre prisão domiciliar e apresenta lista com 13 participantes.

 A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de autorização para retomar os encontros de um grupo de oração na residência onde ele cumpre prisão domiciliar, em Brasília. A solicitação foi encaminhada nesta sexta-feira (23) e prevê reuniões semanais organizadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

 

De acordo com a petição, os encontros deverão ocorrer todas as quartas-feiras, às 19h30, na casa do casal. Os advogados explicaram que a atividade já era realizada regularmente antes da aplicação das medidas restritivas determinadas pela Justiça.

 

No documento, a defesa afirma que as reuniões possuem finalidade exclusivamente religiosa, voltada à realização de orações e ao acompanhamento espiritual dos participantes. O pedido busca permitir a continuidade da prática sem descumprir as condições estabelecidas pelo STF.

 

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Para viabilizar a autorização, os advogados apresentaram uma relação com os nomes e os números de CPF de 13 pessoas que participariam dos encontros. Segundo a defesa, a identificação prévia dos integrantes tem como objetivo garantir transparência e facilitar o cumprimento das determinações judiciais.

 

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar humanitária em março de 2026, após apresentar problemas de saúde.

 

A medida foi concedida depois de um quadro de broncopneumonia aspirativa e da posterior melhora das condições clínicas do ex-presidente. A prisão domiciliar foi mantida pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo acompanhamento das restrições impostas a Bolsonaro.

 

Durante o cumprimento da pena em casa, o ex-presidente passou por períodos de restrições mais rigorosas, incluindo limitações de visitas e proibição do uso de redes sociais e aparelhos celulares. Posteriormente, o STF autorizou a retomada gradual de visitas de familiares e determinados atendimentos médicos, conforme as condições estabelecidas pela Justiça.

 

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O novo pedido busca incluir os encontros religiosos entre as atividades permitidas na residência. A realização das reuniões dependerá de autorização judicial, uma vez que Bolsonaro permanece submetido às regras e medidas de fiscalização determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.

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