Ex-presidente diz que arma era regularizada e que foi entregue a militar para conserto após apresentar falha mecânica.
ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) no âmbito de uma investigação sobre uma arma de fogo apreendida com um militar durante uma blitz de trânsito em Taguatinga, na semana anterior.
Segundo a defesa, Bolsonaro foi ouvido por cerca de cinco minutos, durante uma diligência que durou aproximadamente 40 minutos em sua residência. Após o depoimento, o advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que o ex-presidente respondeu a todos os questionamentos e reiterou que a pistola envolvida no caso é de sua propriedade e possui registro regular.
De acordo com a versão apresentada pela defesa, o armamento teria sido entregue a um militar responsável pela segurança do ex-presidente para verificação e possível conserto, após apresentar falhas de funcionamento.
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A Polícia Civil informou que, em razão do sigilo da investigação, o conteúdo completo do depoimento não será divulgado.
O caso teve início durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), quando um veículo conduzido por um sargento do Exército, integrante da equipe de segurança presidencial, foi abordado. No interior do automóvel, os agentes encontraram uma segunda pistola sem documentação em nome do condutor.
O militar afirmou que a arma pertenceria a Bolsonaro e que estaria sendo transportada para manutenção. O sargento foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos e, em seguida, liberado. A arma permaneceu apreendida, e um inquérito foi aberto para apurar as circunstâncias do caso.
Por envolver um ex-presidente, o procedimento foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos sobre o episódio.
A defesa de Bolsonaro argumenta que o armamento está devidamente registrado e que o envio para manutenção ocorreu após identificação de falha mecânica. Os advogados também afirmam que o problema teria sido percebido durante o manuseio, sem que a causa fosse imediatamente identificada.
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O caso segue sob investigação das autoridades competentes.