O encontro aconteceu na quarta-feira, em Brasília, e foi intermediado pelo advogado Paulo Cunha Bueno
Jair Bolsonaro se reuniu com o relator para a liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Pedro Vaca, e sua equipe, que estão numa missão no Brasil. O encontro aconteceu na quarta-feira, em Brasília, e foi intermediado pelo advogado Paulo Cunha Bueno, que participou da reunião.
A coluna apurou com integrantes da Comissão que Bolsonaro falou sobre situações envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O foco das supostas denúncias de Bolsonaro foi a atuação do magistrado como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais de 2022. O capitão reformado falou sobre episódios que, na sua avaliação, apontariam supostas disparidades no tratamento que o ministro teria dado a ele e ao presidente Lula, que venceu o pleito.
A informação do encontro realizado entre Bolsonaro e a comissão que é ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA) foi revelada pelo colunista do site “Metrópoles” Paulo Cappeli e confirmada à coluna pelo advogado do ex-presidente, Paulo Cunha Bueno .
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O nome do Moraes foi citado, mas não foi uma reunião de ataque a ele. O ministro foi mencionado em situações que trouxemos como violadoras da liberdade de expressão. Esse é o objetivo da comissão. Falamos dos dois últimos dois anos, não tocamos em temas como vacinas — disse Paulo Cunha Bueno à coluna.
O advogado afirmou ainda que denunciou situações de suposta censura que ele mesmo teria vivido, como a interrupção abrupta de uma entrevista que concedia para a Jovem Pan News.
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Como informou a coluna, a Comissão da OEA virou uma nova frente de investida de Bolsonaro contra Alexandre de Moraes. O ex-presidente tem a expectativa de que o relatório final da CIDH sobre a missão no Brasil possa trazer críticas à conduta do magistrado e abastecer sua narrativa de perseguido político. A tensão no entorno do capitão reformado aumentou após a Procuradoria-Geral da República (PGR) sinalizar que deve apresentar a denúncia no inquérito do golpe em breve.
Fonte: O Globo