A manhã desta terça-feira (24) foi de pânico e correria no submundo dos negócios em Manaus. A Polícia Civil do Amazonas deflagrou uma operação pesada e desbaratou um suposto esquema milionário de agiotagem e fraudes em consórcios, que teria movimentado cerca de R$ 70 milhões na capital.
No centro do escândalo está a concessionária G.A Veículos e seu proprietário, o empresário Gabriel Fonseca Azevedo. Segundo a polícia, ele é apontado como o cérebro da engrenagem criminosa. Enquanto viaturas cercavam endereços comerciais e um condomínio de luxo no bairro Parque Dez, o empresário simplesmente desapareceu e, até agora, é tratado como foragido.
Mas quem é o homem por trás da empresa investigada? Nas redes sociais, Gabriel vendia a imagem de empresário de sucesso, vida confortável e atleta de alto rendimento. No Instagram, com mais de sete mil seguidores, ostentava rotina fitness, negócios e conquistas pessoais. Chegou até a exibir o título de “Campeão Overall 2022”, expressão comum em competições de fisiculturismo.
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Na biografia, fazia questão de listar um império empresarial em Manaus: além da G.A Veículos, ele se apresenta como dono da Big Nutri Suplementos e do G.A Lava Car, entre outras frentes.
A fachada de prosperidade, no entanto, caiu por terra com a ação da polícia. O objetivo da operação foi claro: quebrar financeiramente o esquema e recolher provas. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da G.A Veículos — instalada no estacionamento de um posto de combustíveis na rua José Romão, bairro São José, Zona Leste — e em outros pontos que se estenderam até a região do Novo Aleixo.
O prejuízo para o investigado foi imediato. Nada menos que 21 veículos foram apreendidos, além de documentos, celulares e equipamentos eletrônicos, agora nas mãos da perícia. Para os investigadores, esse material é chave para desvendar as fraudes na venda de veículos e mapear toda a rede de agiotagem que atuava na cidade.
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A caçada continua. A Polícia Civil do Amazonas segue atrás do paradeiro de Gabriel Azevedo e promete novas revelações sobre um esquema que pode ser ainda maior. Em Manaus, o recado foi dado: o cerco fechou e a conta chegou.