A Polícia Civil e os peritos puxaram a cortina no Caso Benício e detonaram de vez a principal linha de defesa da médica investigada: não foi o sistema do hospital que errou. Pelo menos é o que conclui o laudo técnico do Instituto de Criminalística do Amazonas, entregue na última quinta-feira (22).
Segundo a perícia, o software de prescrição do Hospital Santa Júlia — aquele sistema eletrônico que a defesa dizia ter “transformado” uma prescrição inalatória em intravenosa — funcionava certinho no dia do atendimento. Não houve qualquer falha técnica, bloqueio, instabilidade ou bug que pudesse ter trocado a via do medicamento automaticamente.
O delegado que conduz o inquérito explicou: a via pela qual a adrenalina foi inserida é uma escolha do profissional, não um clique involuntário feito pela máquina. A perícia mostrou que quando o médico quer trocar a via no sistema, isso é feito manualmente e fica registrado como tal.
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A tese de que “foi culpa do sistema” cai por terra com base nos dados técnicos analisados — que incluem logs do programa, testes controlados e registros operacionais. Agora a investigação mira mais fortemente na conduta dos profissionais que estavam no plantão no dia da morte do menino.
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Até agora, a médica Juliana Brasil e a técnica de enfermagem estão afastadas de suas funções, mas nenhuma prisão foi anunciada. O caso segue sob apuração e deve focar cada vez mais na responsabilidade humana do que em falha tecnológica.