Ataque ocorrido durante horário de aula é atribuído por autoridades iranianas a Israel e aos Estados Unidos; tensão na região se intensifica com anúncio de retaliação.
Um bombardeio atingiu uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã, na manhã deste sábado (28), e deixou ao menos 57 estudantes mortos, segundo informações divulgadas pela agência estatal Islamic Republic News Agency (IRNA). Outras 60 crianças teriam ficado feridas.
De acordo com a agência, o ataque ocorreu durante o período de aulas, e a unidade de ensino teria sido atingida diretamente. O governador da província confirmou o bombardeio e o número preliminar de vítimas.
Em publicação nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, classificou o episódio como um “crime flagrante”. Ele afirmou que o caso deve ser levado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para análise, com base nas atribuições previstas na Carta da ONU.
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Autoridades iranianas atribuíram o ataque a Israel e aos Estados Unidos, no contexto da escalada de confrontos na região. Segundo o governo iraniano, os ataques teriam sido confirmados por representantes dos dois países.
A Guarda Revolucionária Islâmica informou ter realizado bombardeios contra bases militares norte-americanas no Bahrein, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos. A corporação também afirmou ter atingido alvos descritos como esconderijos militares em territórios palestinos ocupados e declarou que ataques com mísseis e drones devem continuar.
O Exército de Israel informou que sirenes de alerta foram acionadas em diversas cidades israelenses diante do risco de novos disparos vindos do Irã. Vídeos divulgados pelas Forças Armadas israelenses mostram alvos atingidos em território iraniano.
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Até o momento, não há confirmação independente sobre o número de mortos e feridos, nem um balanço consolidado dos danos causados pelo ataque à escola. A situação segue em desenvolvimento.