Decisão tomada na tarde desta quinta-feira pelo desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, passa a limitar, veja só, as movimentações financeiras da SAF do Botafogo, colocando em risco o planejamento do futebol do clube para 2026.
Ao analisar um dos pedidos feitos pelo clube social, o magistrado determinou que “qualquer alienação de ativos, distribuição de dividendos, remuneração ou despesa extraordinária, ou ainda qualquer outro ato com reflexos econômicos, seja comunicado previamente ao juízo, sob pena de nulidade”.
Ou seja: a SAF do Botafogo terá, por exemplo, que informar à Justiça do Rio qualquer intenção de negociar jogadores — algo que pode afetar profundamente as articulações do clube-empresa para a próxima temporada.
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Mais cedo, o escritório que representa a parte associativa do Botafogo, liderada por João Paulo Magalhães, reforçou a necessidade de comunicar os dirigentes amadores para que todos tenham ciência das intenções dos acionistas da SAF.
“A associação é responsável por essa decisão equivocada. Tornou inviável a operação do clube, que agora, até para adquirir papel higiênico, precisa de autorização judicial prévia. Caso seja mantida, o Botafogo não poderá contratar atletas para 2026, perderá os jogadores atuais e, muito provavelmente, irá à falência”, afirma uma das partes envolvidas no conflito societário do Botafogo.
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Nos últimos dias, os dirigentes do Botafogo de Futebol e Regatas, que é dono de 10% da SAF, passaram a cobrar de John Textor e da Eagle definições sobre o futuro do clube. Além da necessidade de impedir o "esvaziamento patrimonial", os dirigentes pediam, por exemplo, a nomeação de um interventor no clube-empresa.
Fonte: O Globo