Entrevistas, em vez disso, poderão ser realizadas presencialmente nas unidades responsáveis pelo Cadastro Único
Famílias unipessoais que recebem o Bolsa Família ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC) continuarão tendo acesso aos benefícios até julho de 2027, mesmo sem a realização da entrevista domiciliar exigida por uma nova lei.
A decisão foi definida por meio de um acordo firmado entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Defensoria Pública da União (DPU). O entendimento foi homologado pela Justiça Federal nesta terça-feira (14).
A discussão teve origem em uma Ação Civil Pública relacionada à aplicação da Lei nº 15.077/2024, que determina a realização de entrevista na residência do próprio beneficiário para famílias compostas por apenas uma pessoa.
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Apesar de a legislação continuar válida, a decisão judicial destacou que a norma permite ao governo federal estabelecer prazos e criar exceções para a exigência da entrevista domiciliar em casos específicos.
Com o acordo, até julho de 2027, a falta do registro da entrevista domiciliar no Cadastro Único não poderá impedir a inscrição, atualização cadastral, concessão ou manutenção do Benefício de Prestação Continuada e a manutenção do Bolsa Família para famílias unipessoais.
Nesses casos, o atendimento poderá ser realizado presencialmente nas unidades responsáveis pelo Cadastro Único, seguindo as regras e situações previstas no acordo firmado entre os órgãos envolvidos.
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A medida busca evitar que beneficiários tenham os pagamentos interrompidos enquanto o governo estrutura novas formas de atendimento e acompanhamento cadastral para esse público.