Novas condições entraram em vigor em 26 de outubro; reajuste pode encarecer a compra de imóveis e comprometer a capacidade de financiamento dos consumidores.
O Bradesco elevou as taxas de juros do crédito imobiliário, com percentuais que chegam a 18,5% ao ano, acrescidos da Taxa Referencial (TR), dependendo da modalidade contratada. As novas condições passaram a valer na segunda-feira (26), um dia após o segundo turno das eleições presidenciais.
A atualização foi comunicada a parceiros do setor imobiliário. Segundo a instituição financeira, a revisão considera os movimentos recentes do mercado e seus reflexos sobre o custo de captação de recursos utilizados para conceder empréstimos.
Para clientes do segmento Private, a taxa divulgada é de 13,60% ao ano mais TR. Já nas modalidades Principal, Prime, Parcerias e Massificado, os juros partem de 15% ao ano mais TR. Para imóveis comerciais e aquisições feitas por pessoas jurídicas, o percentual chega a 16,50% ao ano mais TR.
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A taxa de 18,50% ao ano mais TR é aplicada à modalidade de financiamento de lotes urbanos. Portanto, o percentual máximo não corresponde necessariamente aos juros cobrados em todos os contratos residenciais. As condições variam conforme a linha de crédito e o perfil do cliente.
A mudança pode elevar o custo para quem pretende comprar a casa própria com financiamento bancário. Com juros mais altos, as prestações tendem a aumentar, o que pode reduzir o valor que o consumidor consegue financiar dentro dos limites de renda exigidos pela instituição.
O impacto também pode atingir o mercado imobiliário, especialmente as negociações que dependem da aprovação de crédito. Compradores podem precisar rever o orçamento, aumentar o valor da entrada ou buscar imóveis mais baratos para adequar as parcelas à renda familiar.
Apesar de a atualização ter ocorrido um dia após o segundo turno das eleições, o comunicado atribuído ao banco relaciona a mudança às condições do mercado financeiro e ao custo de captação, sem estabelecer uma ligação direta entre o reajuste e o resultado eleitoral.
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Para quem está planejando financiar um imóvel, a recomendação é consultar as condições atualizadas antes de fechar negócio e comparar propostas de diferentes instituições. Além da taxa de juros, é importante observar o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, seguros, tarifas e outros encargos da operação.