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Brasil aposta na conciliação entre convenções da ONU para enfrentar crises globais
Foto: Reprodução

Proposta é de articulação continuada entre acordos ambientais sobre Biodiversidade, Clima e Desertificação. Apenas nove países entregaram suas recomendações

O governo brasileiro sugeriu às Nações Unidas a construção de um programa de trabalho permanente para deslanchar a esperada integração de esforços entre as convenções ambientais desenhadas desde a Rio92, há mais de três décadas.

 

Uma das “tarefas de casa” definidas na 16ª COP da Biodiversidade, iniciada em novembro passado, na Colômbia, e encerrada em fevereiro deste ano, na Itália, foi o envio de propostas nacionais para integrar esforços das convenções contra as crises de Biodiversidade, Clima e Desertificação.

 

Até o prazo final de 1º de maio, só o Brasil e outros oito países entregaram suas contribuições ao secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas, a CDB. A soma não chega a 5% das 196 nações ligadas ao acordo.

 

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A proposta brasileira pede um programa de trabalho para integrar pontos das convenções. A ideia é de que isso não seja mais adiado ou sombreado por agendas de cada acordo, diz o diretor de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade no Ministério do Meio Ambiente (MMA), Bráulio Dias.

 

“O tema está fora da agenda formal de cooperação entre as convenções, por isso o Brasil reforçou a importância de um esforço continuado para que isso aconteça”, disse o também ex-secretário-executivo da CDB (2012 a 2017) e doutor em Zoologia pela Universidade de Edimburgo (Reino Unido).

 

Foto: Reprodução

 

As contribuições brasileiras destacam que a integração das três convenções deve zelar pela proteção da zona costeiro-marinha, de populações indígenas, tradicionais e vulneráveis, respeitar ações em curso e as realidades de cada país, bem como aplicar soluções baseadas na natureza.

 

Os documentos que cada país remeteu serão consolidados pelo secretariado como recomendações para orientar os debates da Convenção sobre Diversidade Biológica. Um deles pode ser já no fim de outubro, no Panamá, na reunião de seu grupo científico.

 

Duas semanas depois, começa no Brasil a 30ª COP do Clima, mas sua agenda formal não abriu espaço para azeitar a cooperação entre convenções. “A liderança brasileira quer que isso ocorra, mas o desafio é como fazer isso acontecer”, destacou Dias (MMA).

 

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A tarefa está nas mãos da presidência da 30ª Conferência do Clima da ONU, liderada pelo embaixador André Corrêa do Lago e pela secretária nacional de Mudança do Clima, Ana Toni, que está na secretaria-executiva do evento, a ser realizado em novembro, na cidade de Belém (PA). 

 

Fonte: O Eco

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