Atualização do ICMBio registra novas espécies em risco e reforça ações de conservação da biodiversidade no país.
A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção foi atualizada após novas avaliações do estado de conservação realizadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O levantamento resultou na inclusão de 180 espécies ou subespécies e na retirada de outras 150 da lista.
Entre as espécies incluídas na atualização estão a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), além do bugio-preto (Alouatta caraya) e do tamanduaí (Cyclopes rufus), que passam a integrar as categorias de risco.
Com a atualização, a lista nacional passa a reunir 790 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção, além de nove espécies oficialmente consideradas extintas no país. O documento também contempla diferentes grupos da fauna, como mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres.
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As espécies ameaçadas são classificadas em cinco categorias de risco: Vulnerável (VU), Em Perigo (EN), Criticamente em Perigo (CR), Possivelmente Extintas (CR-PE) e Extinta na Natureza (EW).
Segundo o ICMBio, a maior parte das espécies listadas pertence ao grupo dos invertebrados terrestres, seguido por aves, répteis, mamíferos e anfíbios. Entre as espécies extintas, há registro de aves, anfíbios e um mamífero, o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), que habitava o arquipélago de Fernando de Noronha.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima destacou que a lista é um dos principais instrumentos de proteção da biodiversidade brasileira, servindo como base para a criação de políticas e planos de conservação.
Segundo o governo, a atualização resulta de um trabalho conjunto entre comunidade científica e organizações da sociedade civil, com o objetivo de aprimorar o monitoramento das espécies e orientar ações de preservação ambiental.
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O ICMBio reforça que poucos países possuem capacidade de avaliação da biodiversidade em escala semelhante à realizada pelo Brasil, o que torna o levantamento uma referência na área ambiental.