Nos últimos 12 meses, o saldo acumulado é de 963.921 empregos criados
O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com a criação de 921,6 mil vagas de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar do resultado positivo, o saldo representa uma queda de cerca de 25% em comparação ao mesmo período de 2025 e é o menor para um primeiro semestre desde 2020.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, responsável pela abertura de 571,9 mil postos de trabalho, seguido pela construção civil, com 168,9 mil vagas, pela indústria, que gerou 143,4 mil empregos, e pela agropecuária, com 40,8 mil. O comércio foi o único segmento a registrar saldo negativo, com o fechamento de 3,5 mil vagas.
Somente em junho, foram criados 145.161 empregos formais, resultado da diferença entre 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos. O número interrompe dois meses consecutivos de desempenho abaixo das expectativas do mercado e elevou o estoque de empregos com carteira assinada no país para mais de 48 milhões de vínculos ativos.
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Entre os estados, São Paulo liderou a geração de empregos no acumulado do ano, com 252,5 mil novas vagas, seguido por Minas Gerais e Paraná. Já os menores saldos foram registrados em Alagoas, Rio Grande do Norte e Roraima.
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Economistas avaliam que o mercado de trabalho continua aquecido, mas já apresenta sinais de desaceleração diante da política monetária mais restritiva adotada pelo Banco Central. Ainda assim, o saldo positivo reforça a capacidade da economia brasileira de continuar gerando empregos formais, mesmo em um cenário de juros elevados.