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Brasil e Alemanha firmam parceria para desenvolver satélite de monitoramento climático
Foto: Divulgação

Missão espacial inédita vai ampliar a capacidade de rastrear emissões de gases de efeito estufa com alta precisão e fortalecer a tecnologia espacial brasileira.

Brasil e Alemanha oficializaram uma parceria estratégica para o desenvolvimento da missão espacial CO2Image, projeto voltado ao monitoramento global de emissões de gases de efeito estufa. O acordo foi firmado no último dia 20 de abril, em Hannover, durante a visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país europeu.

 

A Declaração Conjunta de Intenções foi assinada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, pelo Ministério Federal da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha e pelo Centro Aeroespacial Alemão.

 

O entendimento marca um avanço importante na cooperação técnico-científica entre as duas nações e fortalece o desenvolvimento da Plataforma P100, base tecnológica nacional destinada a satélites de pequeno porte. O projeto integra o Programa Nacional de Atividades Espaciais, coordenado pela Agência Espacial Brasileira.

 

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A missão CO2Image terá como foco identificar e medir emissões de dióxido de carbono (CO?) e metano (CH?) em escala global, com capacidade para detectar fontes emissoras superiores a 1 milhão de toneladas por ano. Um dos principais diferenciais será sua resolução espacial de 50 metros, desempenho muito superior ao padrão de cerca de 2 quilômetros previsto em missões nacionais atualmente em desenvolvimento.

 

Pelo acordo, caberá ao INPE desenvolver o módulo de serviços do satélite utilizando a Plataforma P100, enquanto a Alemanha ficará responsável pela carga útil. Já a operação em solo será compartilhada entre os dois países.

 

A Plataforma P100 representa uma nova geração de satélites brasileiros, com estrutura modular e maior flexibilidade para diferentes tipos de missão. O modelo é resultado de décadas de experiência acumulada pelo INPE em projetos como o Amazônia-1 e a série CBERS.

 

Nos próximos meses, o instituto brasileiro deverá detalhar as especificações técnicas da plataforma e trabalhar em conjunto com o DLR na definição da arquitetura da missão, integração dos sistemas e conceito operacional.

 

Para o diretor do INPE, Antonio Miguel Vieira Monteiro, o novo sensor poderá ampliar significativamente a capacidade do Brasil de aperfeiçoar inventários nacionais de emissões e apoiar setores estratégicos, como a indústria de óleo e gás.

 

Além do impacto científico, o projeto reforça o protagonismo brasileiro nas pesquisas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas e consolida a busca por maior autonomia tecnológica no setor espacial.

 

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Criada em 1994, a Agência Espacial Brasileira segue como principal responsável pela coordenação das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento das atividades espaciais no país, com foco em inovação, soberania tecnológica e benefícios para a sociedade.

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