Estudo revela que o Brasil apresenta diversos pontos críticos de descarte de bitucas de cigarro em praias
Um estudo publicado na revista Environmental Chemistry Letters revelou que o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de praias mais contaminadas por bitucas de cigarro.
A pesquisa, divulgada em março de 2026, analisou dados de 130 estudos realizados em 55 países entre 2013 e 2024, destacando que o país apresenta picos de 8,85 bitucas por metro quadrado em áreas do litoral, muito acima da média global, que é de 0,24 bituca por metro quadrado.
Os pontos mais críticos de descarte de bitucas no Brasil estão em praias, como Boa Viagem (PE) com 8,85/m², Perequê (SP) com 2,64/m², Porto de Galinhas (PE) com 1,57/m² e Santa Cruz dos Navegantes (SP) com 1,04/m². Áreas urbanas também apresentam acúmulo significativo, como em Santos (SP) com 0,90/m² e Niterói (RJ) com 1,16/m². O estudo alerta para a contribuição da indústria do tabaco no aumento do lixo ambiental e reforça a necessidade de medidas de responsabilização, como logística reversa e proibições de fumar em locais públicos.
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Segundo os pesquisadores, aproximadamente 4,5 trilhões de bitucas de cigarro são descartadas por ano no mundo, acumulando-se em praias, rios, lagos e até áreas remotas. A composição das bitucas, feita de filtros plásticos, papel e resíduos de tabaco, torna o lixo altamente persistente e tóxico, contribuindo para a contaminação crônica de ambientes sensíveis.
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O ranking mundial de países mais afetados coloca o Irã na liderança com 38,32 bitucas por metro quadrado, seguido por Chile (24,11/m²), Tailândia (13,30/m²) e Brasil (8,85/m²), mostrando a gravidade do problema ambiental e a urgência de políticas públicas voltadas à prevenção e manejo adequado do lixo do tabaco.