A neurologista Natália Nasser Ximenes explica sobre como ter estresse todos os dias prejudica o funcionamento do cérebro
De acordo com o relatório global World Mental Health Day 2024, o Brasil ocupa a quarta posição entre os países mais estressados, com 42% da população relatando sentir estresse com frequência. A neurologista Natália Nasser Ximenes explica que o estresse é uma resposta natural do corpo a situações percebidas como desafiadoras ou ameaçadoras, sendo útil em pequenas doses por ajudar a reagir rapidamente aos problemas.
No entanto, quando o estresse se torna crônico, ele provoca impactos significativos no cérebro e no organismo. Natália destaca que episódios prolongados mantêm o cérebro em alerta constante, afetando áreas importantes como o hipocampo, a amígdala cerebral e o córtex pré-frontal. O hipocampo, responsável pela memória, pode reduzir de tamanho, prejudicando concentração e memorização. A amígdala, centro das emoções, torna-se hiperativa, aumentando ansiedade e irritabilidade.
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O córtex pré-frontal, que comanda decisões e controle emocional, também sofre com o estresse diário, dificultando o raciocínio e a tomada de decisões. Além disso, a especialista ressalta que os efeitos não se limitam ao cérebro. O estresse crônico impacta os sistemas cardiovascular, imunológico e digestivo, além de prejudicar o metabolismo.
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Segundo Natália, compreender os sinais e buscar formas de manejo é fundamental para prevenir complicações. Estratégias como exercícios físicos, técnicas de respiração, alimentação equilibrada e acompanhamento psicológico podem reduzir os efeitos nocivos do estresse, protegendo tanto a saúde mental quanto física da população.