Documento mostra que somente 44,3% concordam em algum grau que estão satisfeitos com suas condições de emprego, e apenas 22,3% estão felizes com sua remuneração
Menos da metade dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental afirma estar satisfeita com as condições de trabalho, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O índice é de 44,3%, enquanto a média dos países e economias analisados chega a 68,4%. Os dados fazem parte do relatório Education at a Glance 2026, divulgado nesta terça-feira (29).
A insatisfação também aparece quando o assunto é remuneração. Apenas 22,3% dos docentes brasileiros dizem estar satisfeitos com o salário recebido, contra 38,7% na média dos países analisados pela OCDE. O levantamento foi elaborado com base na pesquisa Talis 2024, que ouviu 127.163 professores em diferentes países e economias.
Outro dado destacado no relatório é o tipo de vínculo profissional. No Brasil, 37% dos professores dos anos finais do ensino fundamental são contratados temporariamente, quase o dobro da média de 19% registrada nos países da OCDE. Na base de dados da organização, 63,5% dos docentes brasileiros aparecem com contratos permanentes.
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A rotina em sala de aula também aparece entre os fatores de pressão. Cerca de 89,4% dos professores brasileiros afirmam que precisam frequentemente ou sempre chamar a atenção de estudantes que perturbam a aula. Além disso, 20,9% relatam vivenciar níveis elevados de estresse no ambiente escolar, enquanto 54,4% apontam o excesso de tarefas administrativas como uma fonte considerável ou grande de estresse.
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Apesar das dificuldades apontadas, 87% dos professores brasileiros dizem estar satisfeitos com o trabalho de maneira geral, percentual próximo da média de 89% registrada pela OCDE. O relatório também mostra que 14% dos docentes brasileiros com menos de 30 anos afirmam ter intenção de deixar a profissão nos próximos cinco anos, abaixo dos 20% registrados na média dos países analisados.