O Brasil encerrou o ano de 2025 com pouco mais de 1,3 milhão de trabalhadores domésticos com carteira assinada. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego e indicam que o setor se manteve praticamente estável em relação ao ano anterior.
Ao todo, foram registrados 1.302.792 vínculos formais, número ligeiramente menor que o de 2024, quando o país contabilizou cerca de 1,34 milhão de trabalhadores nessa categoria.
Apesar da leve queda, houve melhora na remuneração. O salário médio real subiu de R$ 1.949,06, em dezembro de 2024, para R$ 2.047,92 no fim de 2025.
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O levantamento também mostra que a profissão continua sendo majoritariamente feminina. As mulheres representam cerca de 88,6% dos vínculos, enquanto os homens somam pouco mais de 11%.
Entre as funções, o trabalho em serviços gerais lidera com folga, concentrando a maior parte dos registros. Também aparecem com destaque atividades como babás, cuidadores de idosos e motoristas particulares, com variações nos salários conforme a função exercida.
Em relação ao perfil, a maioria dos trabalhadores tem ensino médio completo e está na faixa etária entre 40 e 59 anos, indicando um envelhecimento da categoria ao longo dos anos.
Os estados com maior número de empregados domésticos formais são São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, concentrando a maior parte das vagas no país.
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Mesmo com estabilidade nos números, o setor ainda reflete desigualdades regionais, principalmente nos salários, que tendem a ser mais altos no Sudeste e no Sul em comparação com outras regiões do Brasil.